VOTO ZERO significa não votar em fichas-sujas; omissos; corruptos; corruptores; farristas com dinheiro público; demagogos; dissimulados; ímprobos; gazeteiros; submissos às lideranças; vendedores de votos; corporativistas; nepotistas; benevolentes com as ilicitudes; condescendentes com a bandidagem; promotores da insegurança jurídica e coniventes com o descalabro da justiça criminal, que desvalorizam os policiais, aceitam a morosidade da justiça, criam leis permissivas; enfraquecem as leis e a justiça, traem seus eleitores; não representam o povo e se lixam para a população.

quarta-feira, 18 de março de 2009

OS "NOBRES" SENADORES CONSUMIRAM EM VERBAS PÚBLICAS R$ 740 MILHÕES PARA VOTAR APENAS OITO (8) PROJETOS




O SENADO BRASILEIRO ESTÁ DANDO MOSTRA DA SUA INUTILIDADE PARA O BRASIL. ESTE PARLAMENTO TEM SE OMITIDO NA SOLUÇÃO DAS DESORDENS QUE AMEAÇAM LIBERDADE E A PAZ SOCIAL NO PAÍS E ABUSADO DOS RECURSOS PÚBLICOS EM PROL DE ATENDIMENTO DE ALTOS SALÁRIOS, PRIVILÉGIOS E INTERESSES PARTICULARES DOS MEMBROS DA CORTE. ENQUANTO FAZEM FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO, FALTAM RECURSOS PARA A SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO. É O PARLAMENTO MAIS CARO E MENOS PRODUTIVO DO MUNDO.

LEIAM ESTES DOIS ARTIGOS PUBLICADOS NO JORNAL ZERO HORA DE 18/03/2009.

KLÉCIO SANTOS - DIRETO DE BRASÍLIA - Meia-sola

"A degola geral foi a única medida encontrada por José Sarney para tentar estancar a sucessão de escândalos no Senado. Acossado pelas denúncias, Sarney tenta dar uma resposta não só à sociedade, mas também ao Ministério Público. Até agora, pelo menos cinco diretores da Casa foram flagrados em falcatruas. As suspeitas de irregularidades, porém, não são uma exclusividade dos altos funcionários. Eles agem com a chancela dos detentores do mandato. A gastança não irá terminar se os senadores preservarem antigos vícios. Não fosse assim, Efraim Moraes não teria ordenado o pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras aos funcionários de gabinetes durante o recesso. Tampouco Sarney teria deslocado servidores da Casa para lhe prestar segurança particular em suas mansões no Maranhão. Depois de ver a própria filha suspeita de envolvimento no desvio de passagens aéreas custeadas pela Casa, Sarney chegou a dizer que não daria mais explicações sobre a avalancha de suspeitas. Acabou interpelado pelo Ministério Público. Na falta de argumentos plausíveis, Sarney e sua turma atribuem as denúncias ao senador Tião Vianna (PT-AC). Seria uma suposta vingança pela derrota na disputa pelo comando da Casa. A desconfiança até pode ter fundamento, mas nada justifica a sangria com dinheiro público. Afinal, o Congresso custa caro demais para tão pouco trabalho. Desde 2000 a produção não era tão irrisória. Apenas oito projetos foram votados este ano, enquanto deputados e senadores consumiram R$ 740 milhões."

ROSANE DE OLIVEIRA - PÁGINA 10 - Cabide de diretorias

"O mais impressionante na notícia de que o presidente do Senado, José Sarney, ordenou a destituição de todos os diretores do Senado não é o fato em si. O que choca é saber que o Senado tem 136 diretores. A destituição é parte de uma reforma geral a ser anunciada hoje, mas seria esperar demais de Sarney acreditar que a medida moralizadora passe pelo enxugamento dessa máquina de empregar aliados ou engordar salários de servidores concursados. Alguém consegue imaginar atividades para tanta diretoria numa casa de 81 senadores? Não adianta procurar na página do Senado na internet, que ali não está disponível uma lista com cada uma das diretorias e o que fazem pelo país – a página oficial só informa que são 136. Os paladinos da ética bem que poderiam começar uma rebelião pela extinção de diretorias inúteis. Sarney ordenou que os 136 diretores coloquem os cargos à disposição– uma formalidade, já que cargo de confiança está sempre à disposição da chefia. Com tantas vagas bem remuneradas em aberto, é de se prever uma corrida alucinante pelos cargos. Alguém acredita que o critério para o preenchimento das vagas seja o da competência? Conhecendo-se a tradição do Senado, o mais provável é que ocorra uma dança das cadeiras, com remanejamento de uns, confirmação de outros e alguma renovação. Para estancar a sucessão de escândalos que envolve o Senado, Sarney deveria investigar a vida pregressa e a situação patrimonial dos candidatos a diretor, para ver se não têm mansões registradas em nome de terceiros, ou bens no próprio nome incompatíveis com o salário de servidor público. A última esperteza dos diretores da casa legislativa mais cara do mundo foi empregar parentes em empresas terceirizadas para burlar a decisão do Supremo Tribunal Federal que proíbe o nepotismo. Com mais essa mostra do que o “jeitinho” é capaz, os brasileiros que pagam impostos têm bons motivos para se perguntar: afinal, para que serve o Senado? Assistir às sessões durante três meses não é suficiente para responder a essa pergunta. O site do Senado não informa quais são as 136 diretorias existentes. Um levantamento da Agência Globo mostra que existem pérolas como a Diretoria de Coordenação de Rádio em Ondas Curtas."

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA


CABERIA UMA INTENSA MOBILIZAÇÃO POPULAR PEDINDO A EXTINÇÃO DO SENADO E SEUS RECURSOS TRANSFERIDOS PARA SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO. PARA TANTO, URGE UMA AMPLA REFORMA POLÍTICA IMPLANTANDO UM REGIME PARLAMENTARISTA APOIADO POR UMA CÂMARA REPRESENTATIVA ENXUTA (SEM O SENADO)SEDIMENTADA EM BASE PARTIDIÁRIA. O BRASIL AGRADECERIA.

domingo, 15 de março de 2009

SENADO ACOBERTA IRREGULARIDADES E APRONTA MAIS UMA TRAMÓIA - O NEPOTISMO TERCEIRIZADO.



LEIA ESTA NOTÍCIA DA CORTE DE BRASÍLIA - A CÓPIA TUPINIQUIM (NÃO MENOS GANÂNCIOSA) DA ANTIGA CORTE DE VERSALHES, ONDE LUIZ XIV MONTOU O SEU CENTRO DE PODER PARA GOVERNAR A FRANÇA, REUNINDO NOBRES E MUITAS DESPESAS COM DINHEIRO PÚBLICO.

AQUI, NÃO MENOS DIFERENTE, UMA DAS CÂMARAS DESTA CORTE, O SENADO BRASILEIRO APRONTA MAIS UMA TRAMÓIA PARA DESVIAR RECURSOS PÚBLICOS A FAVOR DE PRIVILÉGIOS E ENRIQUECIMENTO DE SEUS MEMBROS, FAMILIARES E AMIGOS.

NA NOSSA CORTE, NOS PARECE QUE A CONSTITUIÇÃO NÃO TEM MUITO VALOR (SOFRE CONSTANTES EMENDAS PARA ATENDER INTERESSES CORPORATIVOS), O DIREITO ADMINISTRATIVO NÃO EXISTE (EM ESPECIAL SOBRE ZELO, PROBIDADE E ÉTICA) E AS LEIS SÃO FEITAS COM BRECHAS PARA VIOLAÇÕES.

QUANDO SERÁ QUE O JUDICIÁRIO, O MP E A SOCIEDADE BRASILEIRA CESSARÃO A TOLERÂNCIA PARA COM ATOS CORRUPTOS E CRIMINOSOS QUE ABUSAM DA LEI, DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DO DINHEIRO PÚBLICO?

Senado terceiriza parentes para burlar lei do nepotismo - 14/03/2009 às 18h37m; O Globo

BRASÍLIA -O Senado encontrou uma fórmula para burlar a lei antinepotismo, que proíbe a contratação de parentes: usa prestadoras de serviços terceirizados para empregar familiares de funcionários. Pelo menos três diretores da Casa e duas empresas estão envolvidos no esquema, revela reportagem de Adriana Vasconcelos e Leila Suwwan, publicada na edição deste domingo do jornal O Globo. Uma delas, a Aval, tem como responsável José Carvalho de Araújo, o mesmo empresário que foi preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Mão de Obra, acusado de participar de fraude de outras licitações na Casa.

O Senado perdeu na semana retrasada seu diretor-geral e, na última sexta-feira, o diretor de Recursos Humanos, sob suspeita de omissão de patrimônio. Agora, deverá cobrar explicações de outros três que têm filhos e esposa empregados pela Servegel, prestadora de serviços do setor de Arquivo, e pela Aval, que fornece técnicos e serviços de limpeza ao Prodasen, área de informática da instituição.

O diretor de Gestão de Documentos do Arquivo do Senado tem um filho e um irmão trabalhando na Casa. No Arquivo também trabalha o filho do diretor da Subsecretaria de Suprimentos da Gráfica do Senado. Segundo a Advocacia-Geral do Senado, a triangulação não é ilegal. O problema é a suspeita de ingerência dos diretores para favorecer parentes. Estima-se que cerca de 90% dos terceirizados têm vínculo com funcionários da Casa, informa a matéria de Adriana Vasconcelos e Leila Suwwan.

Depois dos escândalos com o afastamento do diretor-geral e o pagamento de horas extras no recesso, o Senado ainda esconde informações: não forneceu a lista de funcionários terceirizados. Rumores sobre irregularidades nos contratos com empresas são constantes nos corredores do Senado, criticado por ser uma caixa-preta. Além de dificultar o acesso aos contratos, que são públicos, a Casa se negou a fornecer lista de funcionários terceirizados. Um servidor do Senado que já exerceu cargo de chefia explicou que todo esse cuidado serviria para acobertar irregularidades. Ele pediu que sua identidade fosse resguardada por temer retaliação. Jarbas defende que Mesa do Senado anule o pagamento de horas extras durante o recesso

sexta-feira, 13 de março de 2009

OS 3 ADJETIVOS E OS 7 PECADOS CAPITAIS DOS POLÍTICOS



"Desonestos, insensíveis e mentirosos"

Esses são alguns dos adjetivos que os brasileiros atribuem aos
parlamentares, segundo pesquisa do Ibope encomendada por VEJA.
O estudo mostra que, embora a maioria dos entrevistados considere o Congresso
fundamental para a democracia, a imagem dos que hoje o habitam não poderia ser pior


OS 7 PECADOS CAPITAIS DOS POLÍTICOS - Revista Veja de 31/01/2007


Leviandade

Razões – Sem coerência nem princípios, mudam de partido como quem muda de camisa. Só na última legislatura 194 deputados trocaram de partido – alguns até seis vezes.
Como expiar – Ampliar de um para quatro anos o tempo mínimo de filiação partidária obrigatória para poder se candidatar pela legenda.

Desonestidade

Razões – Sete dos nove grandes escândalos envolvendo política e corrupção nos últimos quinze anos tiveram como palco o Congresso.
Como expiar – Punir melhor e mais rapidamente. Quem renuncia para não ser cassado deve ser punido do mesmo modo – e não pode voltar a se candidatar.

Formação de quadrilhas

Razões – Muitos parlamentares se elegem como testa-de-ferro de fraudadores e outros assaltantes do Estado.
Como expiar – A começar pelas assembléias estaduais, vigiar, punir e banir quem enriquece na política.

Avareza

Razões – Eles só se mobilizam mesmo para aumentar o próprio salário. Ganham mais do que a imensa maioria de seus pares de países muito mais ricos que o Brasil.
Como expiar – Cortar pela metade o salário e o número de deputados federais e estaduais, acabar com as câmaras municipais em cidades médias e pequenas ou tornar a atividade de vereador não remunerada.

Preguiça

Razões – Os parlamentares trabalham pouco. Comparecem ao Congresso três dias por semana. Têm direito a recesso de 55 dias por ano.
Como expiar – A redução dos dias de recesso de noventa para 55 foi um avanço conseguido no ano passado. Mas a solução é avaliá-los por projetos feitos e aprovados.

Alienação

Razões – Brasília é de Marte, o Brasil é de Vênus. Na última legislatura, 37% dos projetos de lei de iniciativa do Legislativo aprovados no Congresso foram frivolidades: criação de datas nacionais e homenagens a personalidades.
Como expiar – A culpa não é só dos deputados e senadores. A existência de leis que só podem ser criadas pelo Executivo, como as orçamentárias, engessa a atuação do Congresso.

Intocabilidade

Razões – Eles não prestam contas à sociedade. Gastam dinheiro público como se fosse deles.
Como expiar – A Câmara já expõe na internet os gastos com as despesas dos gabinetes. O Senado ainda não. Cada centavo despendido precisa ser justificado em uma página aberta na internet.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA

Os Poderes de Estado que deveriam governar o Brasil e o povo brasileiro que deveria defender o país toleram todos estes pecados de seus políticos. Para eles não existe justiça, polícia, controladoria e leis. Agem impunemente às vistas de todos e usam subterfúrgio, promessas evasivas, voto de liderança, voto secreto e transparência fechada para esconder suas tramóias e objetivos. Quem manda são os CACIQUES que conseguem comprar os votos dos indios com cargos, privilégios e favores. O sistema político, as brechas nas leis, a constituição corporativista, o judiciário moroso e conivente, o MP amarrado e as polícias sucateadas e depreciadas propiciam tais resultados nocivos à nação e ao bem público. De nada adianta o eleitor investir numa pessoa honesta, pois esta não terá voz ou poder de decisão para mudar o "status quo" de improbidades, omissões e negligências de quem já é profissional no Poder. O enriquecimento no poder é usado para aliciar. A pessoa honesta sem força para enfrentar este poder, se rende e pode ser corrompida pelo ambiente aristocrático vigente na corte de Brasília. Um ambiente que age nas sombras, mas seus efeitos percorrem outros interesses dentro dos Poderes de União e nas unidades federativas, como peças de dominó contaminando a todos. Estamos no Brasil, uma vergonha.

sábado, 7 de março de 2009

O povo brasileiro está cansado da velha política




Leiam este artigo publicado por O Globo de 06/03/2009 pelo leitor Julio Cesar Cardoso:

" O Brasil ainda não esqueceu o calote que a política econômica de Fernando Collor de Mello deu em milhões de cidadãos que tiveram suas poupanças surrupiadas. Eu fui um dos que votaram em Collor para presidente da República, infelizmente. E sofri prejuízos financeiros. Lamentavelmente, este país tem eleitor para tudo... e memória curta. Por isso, a nossa política e os nossos políticos, com raras exceções, representam o quadro mais degradante de maus exemplos nacionais.

Quando o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos honrados parlamentares, denuncia a pouca vergonha de membros do PMDB, ele está coberto de razão e ninguém tem elementos para contestá-lo porque é esse compadrio espúrio de acordos escusos de "toma lá, dá cá" que tem orientado negativamente a troca de interesses no Congresso Nacional. Daí a afirmação do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de que a eleição de Fernando Collor para a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado é resultado de "aliança espúria", o que gerou mal-estar entre o PT e o PMDB. E vejam quem deu uma "mãozinha": senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Não tenho matiz partidário, sou um brasileiro comum que não precisou da política para o seu ganha-pão. Quando jovens e famílias nacionais falam em deixar o país, é porque estão enojados de assistir à mesmice dos velhos truques de políticos carreiristas, que só querem tirar vantagem para si ou para o grupo que representam, com antigas práticas de políticas perniciosas que contrariam o interesse coletivo da sociedade e, principalmente, das classes mais necessitadas.

O voto constitucional obrigatório - não-democrático - é o verdadeiro responsável por conduzir e reconduzir muitos elementos inescrupulosos à política, porque a falta de cultura política de nossos apedeutos tupiniquins nos arrastam, como incautos, a votar em qualquer um. E, assim, os cargos públicos, as comissões e presidências do Congresso Nacional vão se aviltando com a negociata pelo preenchimento de suas vagas. Este é o deplorável quadro da política brasileira."

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA

Realmente estamos cansados diante desta "CAIXA DE PANDORA" que é o senado (com letra minúscula devido à sua produtividade e probidade. Pena que, na caixa orginal existia, além de todos os males, a ESPERANÇA. O povo parece ter capitulado e se resigna a retaliar estimulando a pirataria, a sonegação, o voto frio, a descrença nas leis e na justiça, as ações justiceiras, as redução das relações de convivência, ao isolamento e a viver perigosamente nas ruas. Os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo estão desunidos, divergentes, corporativos e omissos nas questões nacionais, preocupados apenas com a manutenção de cargos e privilegios.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Servos também enriquecem na Corte - Incômodo datilógrafo




Incômodo datilógrafo - por Klécio Santos ZH 04/03/2009

Só os ritos inconfessáveis do Senado para explicar como um datilógrafo se transforma em milionário. Servidor de carreira, Agaciel Maia ingressou na Casa na década de 1970. Soube como poucos aproveitar as oportunidades criadas a partir das relações obscuras com o poder. Nomeado diretor-geral em 1995 por José Sarney, manteve-se no posto por 14 anos. Comandava um orçamento de R$ 2,7 bilhões, maior que o de Porto Alegre.

Ao ser flagrado ocultando do fisco uma mansão avaliada em R$ 5 milhões, Agaciel se tornou uma companhia desagradável para os senadores. Mas não perdeu o cargo por conta do patrimônio acumulado, tampouco por ser alvo de investigações da Polícia Federal. Agaciel foi defenestrado para preservar justamente quem o acobertou à frente do cargo, mesmo que tenha deixado uma trilha de suspeitas sobre sua gestão.

Há muito tempo que o Senado é comandado por um seleto grupo. É a mesma turma que absolveu Renan Calheiros e que sempre age rápido para esvaziar sucessivos escândalos, atropelando qualquer iniciativa moralizadora. Não por acaso, Calheiros tratou de retirar o senador Jarbas Vasconcelos da Comissão de Constituição e Justiça, a principal do Senado. Afinal, Jarbas ousou escancarar o mar de lama da política nacional. Ontem, quando Jarbas subiu à tribuna para reafirmar suas denúncias de corrupção no PMDB, Sarney fez questão de arranjar um compromisso fora do plenário. Talvez não precisasse mesmo ouvir.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA

Que estranho? Como pode uma pessoa se tornar um milionária sem nascer numa família de posse, casar com uma pessoa rica ou ganhar na loteria?

Como pode esta pessoa ter enriquecida no serviço público, onde existem vários controles e punições?

Vejo esta situação como um deboche, uma vergonha e um "soco na cara" nocauteando a paciência do brasileiro. O crime de sonegação em outros países é tratado como crime gravíssimo, pois desvia recursos oriundos de impostos e outras fontes públicas que deveriam ser direcionados para garantir direitos do povo como educação, saúde e segurança.

Nesta questão, é tamanha a desonestidade que atinge os Poderes de Estado que são baixos os níveis de confiança nas leis e nos governantes e a sonegação no comércio e na industria é tratada como ação de justiça popular, como se fosse uma retaliação contra abusos, imoralidades e prática de taxas exorbitantes imposto pelo Estado, e não como um crime que lesa a pátria.

No Brasil, os sonegadores e astutos ficam impunes sob as asas de poderes paralelos, ajudados pelas benevolência da lei, pela desmoralização da justiça e pela capitulação do povo diante desta violência. Alguns até renunciam ou abdicam do cargo, mas não entregam o dinheiro público sonegado e nem sofrem qualquer punição pelo ato ilícito e imoral praticado. Pelo contrário, continuam exercendo o poder e até retornam aos cargos públicos, devidamente referendado.

Tudo isto com a conivência e inércia dos instrumentos de controle que contam com a tolerância da sociedade, como se não houvessem agravantes. Se fosse em outro país, haveria uma revolução nacional.

terça-feira, 3 de março de 2009

Palácios e poeiras




DIRETO DE BRASÍLIA | Klécio Santos - ZH 03/03/2009

Foi preciso aparecer uma foto do palacete de R$ 5 milhões para José Sarney mandar investigar a evolução patrimonial do diretor-geral do Senado. As ligações entre Sarney e Agaciel são antigas. Elas vieram à tona durante a eleição ao comando da Casa, em fevereiro, mas acabaram virando poeira varrida para debaixo do carpete azul do Senado. À época, o líder do PSDB, Arthur Virgílio, colocava sob suspeita a plataforma moralizante defendida pela campanha de Sarney:

– Eu me pergunto: é possível conseguirmos moralização interna e renovação nesta Casa, tendo a dirigí-la o senhor Agaciel Maia?

Não é de hoje que o súbito enriquecimento de Agaciel intriga alguns senadores. A mulher dele, contratada como secretária do Senado, ganhava R$ 14 mil mensais e só perdeu o emprego por conta da medida antinepotismo. Agaciel também estava à frente de outros negócios suspeitos, como licitações dirigidas para contratação de mão-de-obra. Apesar das investigações da Polícia Federal, o servidor foi mantido no cargo. Sarney justificou a medida dizendo que não havia nada provado contra ele. Toda essa gritaria contra Agaciel, contudo, só surgiu durante a disputa pela presidência do Senado, quando o clima de clubinho da Casa foi contaminado pela disputa política em torno de cargos na Mesa Diretora e nas comissões. Fato semelhante ocorreu na Câmara, quando foi descoberto o reinado do ex-corregedor da Casa Edmar Moreira, dono de um castelo de 36 suítes. Precavido, o parlamentar tomou chá de sumiço, tudo para emperrar as investigações sobre seu suspeito patrimônio.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Mais um CASTELO, evidências de ENRIQUECIMENTO ILÍCITO e projetos para DUPLICAR SALÁRIOS. O CONGRESSO BRASILEIRO é um poder desacreditado onde o interesse próprio e as oportunidades corruptoras transformam os representantes do povo em ROBÔS CEGOS.

São marionetes das bancadas que não conseguem cumprir o prometido em campanha, enxergar as questões nacionais e resolver as mazelas que impedem o cumprimento do dever e o compromisso para com seus eleitores.

Utilizam-se da ASTÚCIA, DO ESCAPISMO, DO JOGO DO EMPURRA e DA NEGAÇÃO. Estão entregando à Presidência da República e ao Supremo a própria função legislativa. É só lerem as postagens deste blog retiradas dos veículos de comunicação pelo Brasil.

Se não fosse pela DEMOCRACIA, o Congresso poderia ser extinto, pois custa muito e é improdutivo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

CORTE DE BRASÍLIA - Nobres querem elevar gastos em R$ 1,2 bilhão em novo e abusivo reajuste salarial




Projeto do Congresso deve elevar gastos em R$ 1,2 bilhão - da Folha Online - 02/03/2009

ARGUMENTOS FALACIOSO - Sob o argumento de reduzir gastos, lideranças partidárias do Congresso preparam uma manobra que pode resultar em um rombo de ao menos R$ 1,2 bilhão nos cofres públicos, informa reportagem de Ranier Bragon, publicada nesta segunda-feira pela Folha. Segundo a reportagem, as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado estudam acabar com a chamada verba indenizatória, que destina R$ 15 mil mensais a cada um dos 594 congressistas, e incorporar parte do recurso (R$ 8.000) ao salário dos parlamentares, que subiria para R$ 24,5 mil. A Folha informa que a proposta traria uma economia inicial de R$ 35,7 milhões/ano aos cofres do Congresso, mas o efeito cascata do aumento salarial de deputados e senadores resultaria em um gasto extra anual de pelo menos R$ 1,2 bilhão a Estados e municípios, o que supera em 33 vezes a suposta economia. O salário máximo dos 1.059 deputados estaduais e dos 52.007 vereadores do país está vinculado constitucionalmente ao contracheque dos congressistas. Tradicionalmente, quando há aumento salarial em Brasília, o mesmo ocorre nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais de todo o país. Pelo cálculo da reportagem, o gasto extra das Assembleias seria de pelo menos R$ 82,5 milhões ao ano. Já o dispêndio anual das Câmaras subiria em pelo menos R$ 1,1 bilhão. Pela Constituição, os deputados estaduais podem ganhar até 75% do salário dos deputados federais. Já os vereadores têm limite de remuneração que varia entre 20% e 75% dos vencimentos dos deputados estaduais, dependendo do tamanho de cada município.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA

Ferias desproporcionais, ausências continuadas, vantagens recebidas sem contrapartida, verbas indenizatórias abusivas, salários elevados, desinteresse para com as questões nacionais, desprezo às leis, descompromisso com a ordem pública, divergencias entre partidários, votos de bancada submetendo a representação eleita, indícios de corrupção sem saneamento, tabela de salários desigual e maior do que os pagos aos sevidores do Executivo, projetos importantes engavetados, elaboração de leis demoradas e inoportunas, ociosidade, frouxidão nos controles, retaliação quando há contrariedade, indolência no trato de questões vitais para a nação, resistência à mudanças que afetam o "status quo", recebimento de doações ou "presentes", viagens desnecessárias, improdutividade e muitos outros adjetivos que transformam o congresso em um poder desacreditado e ineficiente.

Quando o eleitor é obrigado a votar, confia num nome e este nome participa de um instrumento democrático cuja imagem é de descrédito, de improbidades, de imoralidades, de corrupções e de tramóias.

Este é o Congresso brasileiro. Um lugar onde seus membros vivem com se estivem numa ditadura ou monarquia aristocrática, alhéios ao povo e a realidade de seus país. Um Poder que se abtém das questões nacionais, entre elas as ameaças que assolam a ordem pública, que tolera que outros poderes legislem e intervenham nas suas funções precípuas, que só se imobiliza para reajustar seus salários e aumentar privilégios. Um poder que vive às margens da harmonia, da moral, do direito administrativo, das leis e dos princípios democráticos, agindo como se o Brasil fosse um regime monárquico submetido à uma aristrocia política compromissada para atendimento de interesses pessoais de poder e enriquecimento.

Sou partidário de uma reforma política com voto livre e democrático, baseada em projetos partidários e não em nomes de futuros e descoonhecidos "talentos". Desejo partidos praticando a probidade e a moralidade como princípios e ações norteadores da conduta e das ações. Sou favorável à lista fechada e ao voto distrital. Chega de votar em alguém que confio e este ficar submisso aos "capos" que lideram as bancadas. Assim ,continuaremos capitulando e entregando nossos interesses a poucos.

CHEGA DE VANTAGENS, DE SALÁRIOS ALTOS E DE BAIXA PRODUTIVIDADE. PELA EXTINÇÃO DO SENADO E REDUÇÃO DO ORÇAMENTO E DO NÚMERO DE DEPUTADOS E VEREADORES EM TODO O PAÍS.

POR UM CONGRESSO ENXUTO, CONFIÁVEL E COMPROMISSADO COM O BRASIL.