VOTO ZERO significa não votar em fichas-sujas; omissos; corruptos; corruptores; farristas com dinheiro público; demagogos; dissimulados; ímprobos; gazeteiros; submissos às lideranças; vendedores de votos; corporativistas; nepotistas; benevolentes com as ilicitudes; condescendentes com a bandidagem; promotores da insegurança jurídica e coniventes com o descalabro da justiça criminal, que desvalorizam os policiais, aceitam a morosidade da justiça, criam leis permissivas; enfraquecem as leis e a justiça, traem seus eleitores; não representam o povo e se lixam para a população.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A omissão dos fiscais e aplicadores da lei favore a impunidade dos políticos brasileiros que usam o público como privado.



É TRISTE, MAS ESTE BLOG SEMPRE ESTEVE ENXERGANDO O ÓBVIO. LEIA O RESUMO DESTA NOTÍCIA QUE RETRATA O COMPORTAMENTO DOS NOSSOS POLÍTICOS E A FALTA DE VERGONHA, CONTROLE E PUNIÇÕES.

Público e privado. Especialistas afirmam que por trás do problema do Senado está a certeza que a impunidade provoca - O Globo - 24/07/2009. Marita Boos

RIO - A perspectiva da impunidade é, para especialistas, uma das principais razões para que políticos brasileiros façam uso, com tanta desenvoltura, de bens públicos como se fossem privados. Segundo o professor titular de Filosofia e Ética da Unicamp, Roberto Romano, a prática vem da formação do Estado brasileiro, construído sob o sistema absolutista, onde não existe separação do "tesouro do rei do tesouro público". ( Os recentes escândalos no Congresso e as providências que foram tomadas )

" Os nossos políticos se consideram pequenos nobres. Sobretudo os capitães de oligarquias, que agem como se fossem proprietários da coisa pública " -
afirma Romano.

O cientista político David Fleischer, da UnB, considerou a conversa entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e seu filho Fernando Sarney , gravada pela Polícia Federal, muito grave. Para ele, prova a falta de decoro parlamentar cometida pelo senador.

- Essa conversa evidencia que eles acham que o Brasil é deles. Pensam assim: "Vamos usar nosso poder e influência para manipular a máquina federal em favor da família, dos amigos. Vou fazer com essa propriedade o que quiser" - diz Fleischer, ressaltando que a confusão entre público e privado é comum não só em nível federal, mas também no estadual e municipal.

Os dois professores fazem críticas aos mecanismos de proteção jurídica a que têm acesso os políticos:

- A mistura do público com o privado deveria dar cadeia, mas, no Brasil, não dá, infelizmente. Temos aqui o conceito de trânsito e julgado, foro privilegiado, réu primário. O jurídico está cheia de lacunas que faz com que o rico leve até 20 anos para ser julgado em ultima instância - lamenta Fleischer.

- Os políticos não teriam essa ousadia de tratar de coisas públicas como se fossem coisas deles se não fosse o privilégio do foro. Com essa ficção de julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), eles estão livres e soltos para definir o limite de território da casta deles - diz Romano.

Um deboche ao estado democrático de direito. Assim o professor da Unicamp classificou a alegação dos advogados de Sarney de que houve quebra de privacidade na divulgação dos diálogos entre pai e filho:

- Dizer que é privada uma conversa que trata de ato secreto para contratação para o Senado...

Fleischer lembra que pesquisas mostram que os brasileiros são lenientes com a mistura do público com o privado - " É a cultura do jeitinho, da boquinha. É comum na cabeça do brasileiro porque ele mesmo ou os amigos já fizeram "

Para o cientista político, Sarney, ao deixar a Presidência da República, procurou se eleger senador para se proteger, evitar processos, perpetuar seu clã no poder e abrir novos negócios.

- Agora estamos vendo a teia que ele formou. É como se fosse uma história sem fim.

Romano acredita que o Brasil só conseguirá se livrar dessa prática com uma reforma econômica, fiscal, que garanta aos estados e municípios maior participação na arrecadação.

- Do jeito que é, com os políticos como responsáveis por levar verbas para suas cidades, seus estados, o poder regional deles é grande. O eleitor pensa que ele traz recursos para sua região. Isso explica a permanência do Jader Barbalho, o império do ACM, Sarney, grupos que todo presidente da República tem que enfrentar. Permanece o "é dando que se recebe".

Para o filósofo, a população fica refém do político e se ilude, vivendo uma correlação como a existente entre o tráfico de drogas e os moradores das favelas: de medo e esperança.

- Faltam palavras para descrever a degradação e a corrupção ética do Estado brasileiro. Precisaria da capacidade de um Dante Alighieri, porque é um inferno - lamenta Romano, citando o escritor e político italiano autor de "Divina Comédia".


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA
- O Congresso é o fiscal do Executivo, mas quem fiscaliza e vigia o Poder Legislativo? Como pode um Congresso omisso, imoral e a cabresto do Executivo fiscalizar? Onde está o Poder Judiciário, guardião da lei e da moralidade? E o MP, fiscal da lei, da cidadania e da moralidade? Se estes Poderes, os mais caros do mundo, não funcionam, que motivos impedem a sociedade de renegá-los, exigindo mudanças e uma nova constituição?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SENADORES, UMA CLASSE POLÍTICA OLIGARQUIZADA


Crise no Senado mostra uma classe política oligarquizada - 14/07/2009 - da Folha Online

A crise no Senado mostra uma classe política oligarquizada, que se coloca acima de todos. Ela se utiliza de recursos que a sociedade proveem em benefício próprio e "dá de ombros" para os interesses reais da população. A análise é do cientista político Cláudio Couto, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e da PUC (Pontifícia Universidade Católica). Ouça diretamente na Folha Online.

"O momento mais dramático que revela esse processo é a frase do presidente do Senado, José Sarney, que disse que ele não poderia ser julgado. Ora, qualquer pessoa em uma sociedade democrática é passível de investigação. Então, se colocar como alguém que não pode ser julgado é se colocar acima dos outros".

Segundo o especialista, a visão que Sarney tem sobre si mesmo é a mesma que boa parte da oligarquia que ocupa as casas legislativas no Brasil possuem de si própria. "Ela se enxerga como uma casta de natureza distinta dos demais, ainda que precise dos votos dos demais".

Comissões do Senado empregam "fantasmas" - 19/07/2009 - FÁBIO ZANINI e FERNANDA ODILLA da Folha de S.Paulo, em Brasília

Motorista do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), cassado no escândalo do mensalão, Eduardo Nunes Serdoura dá expediente no Rio, mas foi funcionário fantasma da Comissão de Infraestrutura do Senado até o dia 10 de julho. Seu caso é um exemplo de como funcionam as 12 comissões do Senado, nichos de aparelhamento político da Casa. Todos os 61 servidores nelas lotados são funcionários não concursados. Muitos são apadrinhados de senadores, fazendo trabalho político em vez de servirem às comissões. As comissões fazem a primeira análise dos projetos antes da votação. Também podem aprovar matérias em caráter terminativo --ou seja, sem necessidade de irem a plenário.

Em pelo menos sete comissões --Assuntos Econômicos, Assuntos Sociais, Direitos Humanos, Desenvolvimento Regional, Infraestrutura, Meio Ambiente e Orçamento-- a Folha identificou servidores que trabalham para senadores, seja nos gabinetes em Brasília ou nos escritórios nos Estados. (...) Presidida pelo senador petebista Fernando Collor (AL), a Comissão de Infraestrutura é, nas palavras de um servidor do órgão que não quis se identificar, "totalmente política". O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) mantém na sua estrutura dois assessores, um em Brasília, outro em seu Estado. Outro exemplo está na Comissão de Orçamento. É um órgão misto, ou seja, pertencente às duas Casas, mas a sua estrutura física e de pessoal técnico está toda na Câmara.

COMENTÁRIO: E PRECISA?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CONGRE$$O - "UM LOBBY SAUDÁVEL E ELEGANTE"


MAIS FARRAS, FRAUDES, CHOROS E DESPREZO À OPINIÃO PÚBLICA

Fabricante de caças financiou viagem de deputados brasileiros a Paris - Portal Terra - JB Online - 17/07/2009

SÃO PAULO - A empresa francesa de tecnologia aeronáutica Dassaul financiou a viagem de oito deputados brasileiros à França. O país tenta vender ao Brasil 36 caças Rafale, fabricados pela Dassaul. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. A revelação é do presidente do Conselho de Administração do Instituto de Altos Estudos da Defesa Nacional (IHEDN), Olivier Darrason, de acordo com o jornal. Entre os convidados estaria o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), que teria classificado a viagem como "lobby saudável e elegante".

Escutas revelam ação de filho de Sarney na Eletrobrás - Portal Terra - Folha de S.Paulo - JB Online - 17/07/2009

SÃO LUÍS - Diálogos gravados pela Polícia Federal no âmbito da investigação da Operação Boi Barrica apontam para uma suposta interferência do empresário Fernando Sarney em indicações e negócios realizados pela Eletrobrás. A estatal que atua no setor elétrico é comandada por aliados do pai de Fernando, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Uma das conversas mostraria Fernando negociando a indicação para um cargo na diretoria financeira da Eletrobrás. O interlocutor é identificado pela PF como Jorge ou Vitinho e cita o nome do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também teria defendido o nome da mesma pessoa para a função na Eletrobrás, segundo a Folha.

Na véspera do recesso, Sarney diz que a injustiça deve ser combatida 'com o silêncio, a paciência e o tempo' - O Globo - 17/07/2009 às 12h29m

BRASÍLIA - Desgastado após sucessivos escândalos , o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fez, na manhã desta sexta-feira, véspera do recesso parlamentar, um balanço das atividades legislativas do semestre e deixou claro que não está disposto a abrir mão do cargo. Diante de um plenário esvaziado, o senador voltou a se defender das denúncias, lamentou que a crise política do Senado tenha se personificado em sua figura e acusou o jornal "O Estado de S. Paulo" de ter feito uma campanha pessoal contra ele. Para dizer que estava sendo vítima de uma injustiça, recorreu às palavras do filósofo romano Lucius Aneu Séneca.

- Séneca dizia que a injustiça somente pode ser combatida com três ações: o silêncio, a paciência e o tempo - disse o senador.

Presidente do Conselho de Ética do Senado, diz que 'opinião pública é volúvel'- O Globo - 16/07/2009 às 23h34m; Gerson Camarotti


BRASÍLIA - O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira não dar muita importância para a opinião pública. Aliado do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), o peemedebista está no comando de uma comissão que deverá julgar uma representação por quebra de decoro e quatro denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Não estou preocupado com isso. A opinião pública é muito volúvel. Ela flutua" - disse Duque.

Admitindo que não leu as denúncias, Duque minimizou a representação feita pelo PSOL que solicita a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra Sarney por ele ter sido um dos beneficiários dos 663 atos secretos que mandou anular na última segunda-feira: - "O PSOL não existe."

O novo presidente do Conselho de Ética disse também que não teme cobrança da população, caso o Conselho arquive as denúncias contra Sarney: - "Não temo ser cobrado por nada. Quem faz a opinião pública são os jornais, tanto que eles estão acabando."

COMENTÁRIO:
ESTES FATOS EVIDENCIAM QUE OS "PIZZAIOLOS" DO CONGRESSO SE LIXAM PARA O CIDADÃO BRASILEIRO. O PRESIDENTE SARNEY MOSTRA QUE A MELHOR TÁTICA PARA TRATAR OS ILÍCITOS É "o silêncio, a paciência e o tempo"; O PRESIDENTE DA ÉTICA COLOCA SEUS ELEITORES COMO SERVIÇAIS "VOLÚTEIS" E OS REGALOS PATROCINADOS PELO PODER FINANCEIRO ATRAI NOSSOS NOBRES SENHORES FEUDAIS.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

VOTO ZERO PARA OS 'PIZZAIOLOS' DO CONGRE$$O BRASILEIRO.




FINALMENTE O PRESIDENTE LULA TEV A CORAGEM DE MOSTRAR SUA OPINIÃO A RESPEITO DA IMAGEM DO SENADO BRASILEIRO.

O reflexo da declaração na "PIZZARIA PARLAMENTAR" ESTÁ NESTA NOTÍCIA DO ESTADÃO DE 16 DE JULHO DE 2009.

"Indignados com 'pizzaiolo', senadores repudiam Lula em carta. Ontem, presidente chamou senadores de pizzaiolos; parlamentares preparam reação contra as declarações - Andréia Sadi, do estadao.com.br

SÃO PAULO - Indignados com a declaração do presidente Lula, de que eram ''bons pizzaiolos", os senadores redigiram um documento suprapartidiário de repúdio e que precisa ser votada em plenário. A informação é dos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Indagado sobre a CPI da Petrobras, Lula atacou a oposição, chamou os senadores de "pizzaiolos", disse que a instalação dos trabalhos da comissão foi "gesto de irresponsabilidade" e provocou confusão no Senado. O voto de censura, no entanto, não tem implicação prática contra o presidente. "Tem um impacto moral e histórico, porque daqui a 50 anos, vão mostrar que os senadores não ficaram calados com esta declaração. De prático, não tem nada", explicou Buarque.

Demóstenes disse que assinou a carta, que já contava com o apoio de praticamente todos os presentes na Casa hoje, véspera do recesso parlamentar. O documento, segundo ele, já teria 30 assinaturas. "A Casa tem que aprovar este requerimento em plenário. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pode ser ouvida antes, agora não sai de jeito nenhum, tem que esperar depois do recesso",disse.

Para Torres, o presidente Lula é o "maior pizzaiolo" do País. "Quem mais entende de massa, de manipular é o maior pizzaiolo. Quem é que mais manipula massa no País? É o presidente Luiz Inácio Lula da Silva".

Para o senador do PSB, Renato Casagrande (ES), Lula não falou para todo o Senado- fez uma crítica dirigida à oposição. "Acho que o Lula respondeu à oposição, não foi uma fala a todo o Senado, foi para a oposição. Mas, mesmo assim, eu julgo a declaração inadequada para o presidente da República", afirmou.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) repudiou a fala do presidente e a classificou de "exagero". "Foi um exagero muito grande, principalmente quando se sabe que o grande responsável pelas coisas que estão acontecendo é ele (Lula). É ele quem está impedindo o Senado de funcionar. Nem no tempo dos militares, não lembro de nenhum general que foi tão grosseiro como ele. Nenhum general que está intervindo no Senado como ele". Simon disse que não assinou a carta porque está em Porto Alegre, mas manifestou o seu apoio. "Espiritualmente, assinei", disse.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA:
O PRESIDENTE LULA TEVE A CORAGEM DE DIZER DOS NOSSOS REPRESENTANTES NO SENADO O QUE TODOS NÓS SABEMOS, TOLERAMOS E CONTINUAMOS A AVALIZAR COM O NOSSO VOTO. ATÉ QUANDO?

O POVO BRASILEIRO PODERIA EXIGIR A EXTINÇÃO DO SENADO, A REDUÇÃO DO NÚMERO DE PARLAMENTARES EM TODAS AS CASAS LEGISLATIVAS, CORTE DE 50% DO ORÇAMENTO PARA O PODER LEGISLATIVO, CONGELAMENTO SALARIAL, CORTE DOS BENEFÍCIOS IMORAIS E TETO DE VANTAGENS E SALÁRIOS IGUAL AO PERCEBIDO POR SECRETARIOS DE ESTADOS FEDERADOS. UM PARLAMENTAR SEM CARGO DIRETIVO NÃO PODE RECEBER O MESMO SALÁRIO DE UM MINISTRO DA UNIÃO, DA CORTE SUPREMA DO JUDICIÁRIO OU DE CHEFE DE EXECUTIVO.

EM 2010, MEU VOTO É ZERO (NULO) PARA TODOS OS CANDIDATOS A SENADORES. CHEGA DE "PIZZAIOLOS". CHEGA DE CUSTEAR O MAIS CARO E IMPRODUTIVO LEGISLATIVO DO MUNDO QUE SE LIXA PARA O OPINIÃO PÚBLICA, SE OMITE NAS QUESTÕES DE ORDEM PÚBLICA, PROMOVE FARRAS E ENRIQUECIMENTO ILÍCITO COM DINHEIRO PÚBLICO, E SE PROTEGEM SOLIDARIAMENTE NA CORRUPÇÃO E NAS IMORALIDADES.

sábado, 4 de julho de 2009

Congre$$o Corporativista - A culpa por atos secretos é só dos diretores. Senadores ficam impunes.



LEIA ESTA PROVA DO CORPORATIVISMO DENTRO DO SENADO E RESPONSA A PERGUNTA - QUEM OS SENADORES REPRESENTAM? OS INTERESSES DE QUEM ELEGEU CADA UM, OS PRÓPRIOS INTERESSES OU OS INTERESSES DOS CACIQUES PARTIDÁRIOS?

Sindicância livra senadores e culpa diretores por atos secretos
Publicidade - da Folha Online

A comissão de sindicância do Senado que investigou a produção de atos secretos na Casa concluiu que os ex-diretores Agaciel Maia (Direção Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) cometeram crimes de improbidade e prevaricação. Os senadores que tiveram parentes nomeados e exonerados pelos atos não foram alvo de investigação, informa reportagem de Andreza Matais e Adriano Ceolin na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Na semana que vem, o presidente José Sarney (PMDB-AP) vai decidir se abre processo administrativo contra os dois, o que poderá levá-los a demissão com perda de aposentadoria.(*DUVIDO QUE SEJAM RESPONSABILIZADOS)



A Folha teve acesso ontem ao relatório final da comissão. O documento é mais enfático que o apresentado pela comissão anterior, que encontrou 663 atos secretos produzidos nos últimos 14 anos, período em que Agaciel esteve no cargo, nomeado por Sarney. O relatório diz que "não houve falha técnica, mas determinações expressas para que tal procedimento [a não publicação dos atos] fosse adotado". "Essas determinações foram feitas, em sua esmagadora maioria, pelo gabinete da Diretoria Geral e, em alguns casos, pelo gabinete da Secretaria de Recursos Humanos", diz o relatório. Segundo a comissão, "merece destaque o fato de que os servidores ouvidos foram unânimes em dizer que, em momento algum, receberam ordens de quaisquer parlamentares". De 10 pessoas ouvidas, 8 responsabilizaram Agaciel e Zoghbi pelos atos secretos. (*SERÁ QUE SÓ OS DIREITORES PREVARICARAM?)

terça-feira, 30 de junho de 2009

CONGRE$$O - Senador divulga 663 atos secretos, mas esconde outros 737. Um dos atos "escondidos" aprovou gastos de R$ 700 mil do Senado





COMPRE A REVISTA ISTO É Edição 2068 - 1º JUL/2009 - E LEIA AS MARACUTAIS DO SENADO BRASILEIRO, UM PODER QUE O POVO BRASILEIRO DEVERIA REPUDIAR NAS ELEIÇÕES DE 2010.

VAMOS FAZER UM RESUMO DA MATÉRIA:

Conta de mentiroso. Heráclito Fortes divulga 663 atos secretos, mas esconde outros 737, inclusive aqueles em que aprovou gastos de R$ 700 mil do Senado - Octávio Costa e Sérgio Pardellas

O Senado Federal tem um dos mais altos orçamentos da República. Em 2008, a Casa consumiu dos cofres públicos - ou seja, do dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros - R$ 2,7 bilhões. Só em salários e demais proventos para os dez mil funcionários foram cerca de R$ 2 bilhões. Considerando-se que esse mar de recursos é gasto para justificar o trabalho dos 81 senadores, cada "excelência" custa ao contribuinte R$ 33 milhões ao ano. Mais grave é que não há a mínima transparência no uso desse dinheiro. No auge da crise que está sacudindo a Casa, foi revelada a existência de atos secretos para beneficiar parentes e gerar benefícios. São decisões da Mesa Diretora que passam ao largo dos registros oficiais.
(...)
Com uma agilidade de fazer inveja à contagem de votos na eleição do Irã, a comissão distribuiu um relatório com 663 atos secretos, envolvendo 37 senadores. Tudo indicava que o Senado finalmente havia se rendido à necessidade de jogar luz sobre seus atos. Mas não foi dessa vez. O resultado é tão confiável quanto o do pleito iraniano. Diretores da Casa informaram à ISTOÉ que houve uma providencial triagem na divulgação dos atos secretos, cujo total chegaria a 1.400. Heráclito teria divulgado apenas os atos administrativos. Entre as outras decisões, haveria despesas de R$ 700 mil autorizadas por ele mesmo entre 2005 e 2006, quando presidia o Grupo Brasileiro de União Interparlamentar. Portanto, Heráclito administrou uma meia transparência e torna-se, agora, um protagonista no escândalo. Heráclito nega que a lista de atos secretos seja maior do que a divulgada. "isso é uma molecagem, não assinei nenhum ato secreto. está cheio de casca de banana por aí", disse. Na verdade, não interessa às "nobres excelências" abrir a caixa-preta do Senado. Afinal, a bilionária estrutura da Casa foi montada justamente para beneficiálos. Em 2008, por exemplo, os gastos com passagens aéreas somaram R$ 19 milhões, fortuna capaz de financiar várias voltas ao mundo. As diárias no País e no Exterior totalizaram R$ 1,3 milhão.

Outro dado que impressiona ao mergulhar sobre o Orçamento executado no ano passado é o total de dinheiro liberado para serviços médicos hospitalares e odontológicos: R$ 59 milhões. Há gastos individuais de senadores e respectivos parentes que ultrapassam meio milhão de reais. Trata-se de um descolamento total da realidade do brasileiro que precisa amargar horas na fila para tentar ser atendido.

E, em muitos casos, não conseguir. Os filhos dos parlamentares e assessores de gabinete também podem se dar ao luxo de dispensar o serviço de babá. Apenas para auxílio-creche foram repassados R$ 3,3 milhões. Em festividades e homenagens, que não têm outra função senão gerar dividendos políticos para os próprios senadores, o Senado torrou R$ 440 mil. Tanto dinheiro seria motivo mesmo de festa.

Também é de espantar o tamanho da folha salarial da Casa, chamada de "mãe" por parlamentares devido à generosidade na concessão de gratificações e horas extras. Só nos últimos seis anos, o Senado consumiu R$ 1,5 bilhão nas chamadas gratificações por exercício de função. O valor é 50% maior do que os recursos destinados pelo governo ao programa Minha Casa, Minha Vida para construção de moradias. Para piorar ainda mais, os nossos senadores dão fartas demonstrações que continuam a confundir o público com o privado.
(...)




Na verdade todos se locupletam com dinheiro que deveria ser aplicado em benefício público. São uma espécie de acionistas de um suposto Senado S/A. Um dos atos secretos da Mesa Diretora em 2005 elevou a verba indenizatória de R$ 12 mil para R$ 15 mil ao mês. O dinheiro deveria ser restrito ao exercício parlamentar, mas há registros de gastos abusivos com ligações telefônicas, restaurantes luxuosos e viagens de jatinhos. O campeão de gastos com telefones, em maio, foi o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que cobrou um reembolso de R$ 5.606. Ele explica que viaja muito pelo interior de seu Estado e usa o celular para monitorar suas atividades parlamentares. Destaque no quesito luxo, o senador Adelmir Santana (DEM -DF) declarou gasto de R$ 546 no Fasano, um dos mais luxuosos restaurantes de São Paulo. Collor, de novo, gastou R$ 3.240 no restaurante Boka Loka, situado no Paranoá, periferia de Brasília. O local é utilizado para refeições de assessores do senador e do próprio Collor. "Qual é o problema? Só posso comer no Piantella?", reage. A prestação de contas do deputado ACM Júnior (DEM-BA) mostra pagamentos de R$ 8 mil à empresa de táxi aéreo Abaeté. Sua justificativa foi banal: "Essa é a única empresa regular que faz o serviço na Bahia." O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) investiu parte de sua verba no mesmo ramo. Pagou R$ 7,5 mil à empresa Rima Aerotáxi.
(...)
O senador Efraim Morais (DEM-PB), que já ocupou o cobiçado cargo, é acusado de ter montado uma máquina política com 52 funcionários fantasmas. Mas no centro do escândalo está José Sarney e sua família. Na semana passada, o senador foi atingido por um verdadeiro petardo. O jornal O Estado de S. Paulo divulgou que seu neto José Adriano Cordeiro Sarney é sócio de uma corretora que opera crédito consignado na Casa. Desde 2007, ele intermedia empréstimos com desconto em folha para servidores. O negócio que já movimentou R$ 26,9 milhões só no banco HSBC está sob investigação. A denúncia levou o senador Pedro Simon (PMDB-RS) a subir à tribuna para pedir a cabeça de Sarney.
(...)
A crise, portanto, está longe do fim. E o Senado Federal sangra em praça pública, cada vez mais desgastado. "O Brasil precisa de homens públicos que observem a legislação da coisa pública. Precisa-se de seriedade e de propósito", afirma o ministro do STF Marco Aurélio de Mello, exprimindo uma preocupação de todo o País.

sábado, 27 de junho de 2009

CONGRE$$O - CUSTOS DO TELEFONE RESIDENCIAL DOS SENADORES É PAGO COM DINHEIRO PÚBLICO.


LEIA MAIS ESTE ESCÂNDALO NO NOSSO CONGRE$$O CUJA FONTE É O JORNAL ZERO HORA DE 27/06/2009.

Linhas residenciais gastam R$ 208 mil

"A nova fonte de dor de cabeça para o Senado é o reembolso dos gastos telefônicos dos senadores a partir de suas linhas residenciais. Nos últimos 30 meses, os cofres públicos pagaram R$ 208 mil para ressarcir chamadas feitas de dentro das casas dos parlamentares em Brasília". E Senador diz que a Casa vai seguir pagando chamadas feitas nas residências dos colegas

"Conforme o 1º secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), não há nada de irregular na prática de pagar as contas telefônicas residenciais dos senadores. Heráclito assinala ainda que a Casa não modificará a atual sistemática de reembolso e que a cota telefônica não pode ser revista porque os senadores precisam dos telefones em suas residências para trabalhar."


"Reportagem do jornal Correio Braziliense afirma que o Senado reembolsou 21 parlamentares das despesas com os telefones residenciais. O levantamento tem como base ordens bancárias emitidas pela Casa nos últimos 30 meses em benefício dos parlamentares. O Senado financia até R$ 500 mensais para cada parlamentar com os gastos telefônicos. Aqueles que ultrapassam o valor de reembolso devem tirar o excedente do bolso para bancar as contas das operadoras telefônicas. Em maio, a média de gastos de cada senador que declarou despesas telefônicas foi de R$ 1.337, entre telefones fixos e celulares."

Diretores seguem em cargos extintos

Quase quatro meses depois de o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ter determinado o fim de 50 diretorias do Senado, o 1º-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), admitiu ontem que “por dificuldades internas para se tomar providências” algumas dessas diretorias não foram extintas. Segundo o Portal da Transparência do Senado, 21 cargos de direção e diretorias continuam existindo, apesar da decisão da Mesa Diretora, em março, para que 50 fossem extintos. Entre os cargos de direção que permaneceram, estão a Coordenação de Administração de Residência, conhecida como “diretoria de garagem”, e a Coordenação de Apoio Aeroportuário, a diretoria de “check in”. Os funcionários Elias Lyra Brandão e Francisco Carlos Melo Farias continuam nos cargos de diretor de garagem e de check in, respectivamente.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - AS FARRAS COM DINHEIRO PÚBLICO SÃO INCONTÁVEIS. PARECE NÃO TER FIM. APESAR DA IMORALIDADE, DA OCULTAÇÃO E DOS PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS PELOS ATOS SECRETOS, A IMPUNIDADE CONTINUA VELADA PELO CORPORATIVISMO DOS SENADORES E PELA INÉRCIA DO POVO BRASILEIRO. O ANO DAS ELEIÇÕES ESTÁ AÍ. SERIA A HORA DE NÃO MAIS VOTAR EM SENADOR. PARA QUE CONTINUAR COM UM PARLAMENTO ARISTOCRÁTICO SUGANDO VERBAS QUE PODERIAM IR PARA A SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA.