VOTO ZERO significa não votar em fichas-sujas; omissos; corruptos; corruptores; farristas com dinheiro público; demagogos; dissimulados; ímprobos; gazeteiros; submissos às lideranças; vendedores de votos; corporativistas; nepotistas; benevolentes com as ilicitudes; condescendentes com a bandidagem; promotores da insegurança jurídica e coniventes com o descalabro da justiça criminal, que desvalorizam os policiais, aceitam a morosidade da justiça, criam leis permissivas; enfraquecem as leis e a justiça, traem seus eleitores; não representam o povo e se lixam para a população.

terça-feira, 25 de maio de 2010

ELES PODEM TUDO DENTRO DA LEI




TUDO DENTRO DA LEI, ELES PODEM…

- ELES podem alterar a Constituição para se beneficiarem;

- ELES podem legalizar farras com recursos públicos sem punições e devoluções;

- ELES podem fazer turismo no exterior e no Brasil levando familiares patrocinados por dinheiro publico;

- ELES podem justificar ausências em plenário e votações importantes sem descontar salários;

- ELES podem soltar presos perigosos sem se preocupar com a ordem pública e com a vida e patrimônio do cidadão brasileiro;

- ELES podem prender pessoas em cubículos superlotados, insalubres, degradante e inseguro sem serem denunciados e processados por crimes contra direitos humanos;

- ELES podem prometer e não fazer, assinar e não se comprometer, e desviar recursos e não saber;

- ELES podem assaltar, aterrorizar, violentar, ferir e matar sem serem presos e quando são presos, não cumprem nem a metade da pena para a qual foram condenados;

- ELES podem invadir, tirar o patrimônio, desocupar e aterrorizar sob o guarda-chuva social;

- ELES podem gastar a maior parte do orçamento em salários, privilégios, verba indenizatória, e direitos adquiridos por leis imorais;

- ELES podem promover autos-reajustes salariais aplicando justificativas falaciosas para criar isonomias, efeito cascata, aristocracia, independência e autonomia, separando o Estado, estimulando o corporativismo, saqueando o orçamento e rebaixando as categorias que lhes dão o suporte;

- ELES podem conceder cargos, emendas, verbas a fundo-perdido e regalos diversos em troca votos e retribuição política;

- ELES podem arrecadar dinheiro privado em troca de favores públicos;

- ELES podem não falar, enganar e até mentir amparado pela lei e por liminares concedidas por quem deveria aplicar a lei de forma coativa;

- ELES podem cumprir penas sem supervisão, ficar em domicílio ou no regime aberto sem acompanhamento, obter licenças sem monitoramento, realizar trabalho sem controle da frequência, assaltar e voltar ao local amparado por álibis perfeitos;

- ELES podem cobrar impostos abusivos sobre serviços e produtos tidos como direitos sociais, e punir o consumidor que busca alternativas mais baratas para consumir;

- ELES podem mandar construir rodovias e obras colocando verbas públicas sem fiscalização do material empregado, da conclusão e do contrato com os responsáveis, permitindo licitações falsas, descontrole, uso de material de péssima qualidade e desvio de recursos sem punição;

- ELES podem cobrar impostos sobre propriedade e circulação, mesmo tendo oportunizado taxas de serviço privado sem oferecer contrapartidas ou reduzir as taxas públicas;

- ELES PODEM TUDO, até desprezar o povo - o verdadeiro detentor e mandatário do poder do Estado!

sábado, 22 de maio de 2010

TOTALITARISMO - IMPOSTOS ABUSIVOS SUBMETEM O POVO À GANÂNCIA DO PODER


IMPOSTOS ABSURDOS - AQUI VALE MAIS. No Brasil, um Corolla XEI 2.0 automático custa 40% a mais que a média dos 13 países pesquisados por ÉPOCA. Mesmo em países emergentes, o preço é bem menor.

Por que tudo é tão caro no Brasil?

Como em qualquer situação complexa, há vários motivos. Mas os três principais são: impostos, impostos e mais impostos - José Fucs. Com Thiago Cid - Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 22/maio/2010. Época Online - 22/05/2040 - 00:18 - Atualizado em 22/05/2010 - 01:30

O publicitário Eduardo Lopes, de 27 anos, trabalhou duro para realizar um de seus sonhos de consumo: comprar um Corolla 2.0, automático, zero-quilômetro, de R$ 75 mil. Há um mês, ele trocou seu Fiat Idea, comprado em 2008, pelo sedã da Toyota, o carro mais vendido no mundo, em uma concessionária de Goiânia, onde mora. Deu de entrada seu Idea, avaliado em R$ 32 mil, e pagou R$ 43 mil à vista. Para comprar um carro que custa 15 vezes sua renda média mensal, de R$ 5 mil, Lopes usou uma poupança de R$ 25 mil, formada durante dois anos à base de economias e alguns trabalhos extras. “Eu poderia partir para um carro popular, que é bem mais barato, mas gosto de conforto e acho que mereço”, diz.

Em comparação com o preço cobrado pelo Corolla em outros países, Lopes pagou uma pequena fortuna. De 13 países pesquisados por ÉPOCA, o Brasil é onde ele custa mais caro (leia o quadro abaixo). Nos Estados Unidos, ele é vendido por R$ 32.800 (US$ 19 mil), menos da metade do preço daqui. Na China, por R$ 37.100. No México, por R$ 37.200. Na Alemanha, por R$ 50.700. O preço médio dos 13 países é de R$ 45.800, 60% do preço nacional. A diferença, de quase R$ 30 mil, poderia ter servido para Lopes fazer uma série de outros.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA
- Se todo o poder emana do povo, como pode o povo brasileiro permitir que o Estado continue cobrando impostos absurdos em cima de direitos sociais como educação, saúde, alimentação, moradia, lazer e segurança previstos no art. 6º da Constituição Federal?

Se o próprio poder não cumpre e nem respeita os dispositivos constituições do país, como pode o povo respeitar as leis e confiar no poder que o governa?

A história nos mostra que esta mesma ganância do poder fez grandes reis perderem a cabeça, governos cairem e regimes se tranformarem.

Época Online - Qual é a sua opinião sobre os impostos no país?

São muito altos e deveriam ser reduzidos, para estimular o crescimento econômico - 80%
Estão no patamar adequado, para o governo poder oferecer serviços de qualidade à população - 0%
Deveriam aumentar, para compensar a desigualdade social do país - 3%
Tudo depende da qualidade dos serviços que o governo dá em troca para a população - 17%

sexta-feira, 21 de maio de 2010

FICHA LIMPA?? - LEI LIVRA OS JÁ CONDENADOS E POSSIBILITA VÁRIAS INTERPRETAÇÕES



QUE FICHA LIMPA É ESTA. Uma lei e diferentes interpretações. Para presidente do TSE, projeto livra candidatos já condenados e só barra aqueles que, no futuro, forem punidos pela Justiça - Zero Hora, 21/05/2010.

Ao fazer uma sutil alteração de tempo verbal no projeto Ficha Limpa, os senadores conseguiram, na noite de quarta-feira, criar uma confusão envolvendo juristas, advogados e a Justiça Eleitoral e, por consequência, abrir uma controvérsia com os colegas da Câmara. Até mesmo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstrou incerteza diante do texto. Para ele, o veto a candidaturas de políticos com a ficha suja só valerá para aqueles que forem condenados depois da promulgação da lei.

– É a leitura que se faz, pelo menos, gramatical – disse o ministro Ricardo Lewandowski.

A polêmica gira em torno de uma modificação feita pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) no projeto que havia sido aprovado pela Câmara. Quando chegou ao Senado, o texto dizia que ficariam inelegíveis os políticos “condenados”. Dornelles, porém, incluiu no projeto o termo “que forem condenados”.

Para o relator do Ficha Limpa, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a lei valerá tanto para os políticos que já foram condenados quanto para decisões futuras da Justiça. De acordo com o relator, o texto inclui um artigo que garante que a lei também valha para quem já foi condenado:

– O artigo 3 fala sobre os recursos interpostos antes da vigência da lei. Recurso só é apresentado por quem já foi condenado, por isso, a lei vale para o passado.

Segundo o senador, a mudança no tempo verbal foi feita para evitar contestações na Justiça:

– Se colocássemos no passado, diriam que não valeria para o futuro.

Para o relator do projeto na Câmara, José Eduardo Cardozo (PT-SP), a mudança alterou o teor da lei, criando uma brecha para que os políticos com processos em andamento possam se candidatar. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que os senadores deram um “jeitinho” para atender ao clamor popular da proposta:

– O que o Senado aprovou é uma emenda de conteúdo, que altera o projeto. Não dá para ter uma Casa funcionando na base do casuísmo.

Lewandowski disse que o TSE irá responder “o mais rápido possível” a uma consulta que questiona se o projeto de lei aprovado pelo Senado já pode valer para as eleições deste ano ou só para o pleito de 2012.

Detalhes da controvérsia

O QUE É O PROJETO - O Ficha Limpa barra a candidatura de políticos com condenação na Justiça determinada por colegiados de juízes (equivalente a segunda instância). A pessoa fica impedida de concorrer durante o cumprimento da sua pena e nos oito anos posteriores ao fim da punição.

A MUDANÇA SUTIL - Apresentada na última hora, na quarta-feira, uma emenda de redação do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) definiu que a lei vale para os políticos que “forem condenados” em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado em vez dos que já “tenham sido condenados”.

O EFEITO - Há quem acredite que a regra só valerá para condenações futuras – em outras palavras, para políticos que forem punidos após a sanção da lei. Com isso, nem um caso notório, como o do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que acumula decisões judiciais colegiadas, seria barrado.

O FUTURO - Após passar pelo Senado, o Ficha Limpa vai agora à sanção presidencial. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, os ministros da Corte vão analisar as consequências da emenda do senador Francisco Dornelles.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - E ALGUÉM ACREDITOU QUE NOSSOS PARLAMENTARES IRIAM LEGISLAR CONTRA INTERESSES DELES? PARLAMENTARES E PARTIDOS QUE SE DIZEM ÉTICOS FAZEM TRAMÓIA PARA INSERIR DÚVIDAS E VÁRIAS INTERPRETAÇÕES E RECURSOS NAS LEIS, JUSTAMENTE PARA QUE ELA NÃO ALCANCE SUAS PRÓPRIAS ILICITUDES.

CONGRE$$O - Fantasmas continuam sacando salário público impunemente


MAIS UM ESCÂNDALO. Senado investigará fantasmas em gabinete - zero hora - 20/05/2010

Uma suposta fraude na contratação de funcionárias no gabinete de Efraim Morais (DEM-PB) levou a Polícia do Senado a abrir ontem processo de investigação. O senador nega participação no caso e disse já ter exonerado as pessoas envolvidas.

As irmãs Kelriany e Kelly Nascimento da Silva, que afirmaram à Polícia Civil serem funcionárias fantasmas de Efraim, serão ouvidas hoje no Senado. O corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP), disse que aguardará a investigação da polícia e que só poderá abrir uma outra apuração se for confirmado o envolvimento do senador na suposta fraude.

Segundo reportagem do Jornal Nacional que foi ao ar na terça-feira, Kelriany e Kelly não tinham emprego fixo, mas recebiam o que acreditavam ser uma bolsa de estudos de R$ 100 da Universidade de Brasília (UnB).

Elas disseram que duas amigas pediram seus documentos e autorização para abrir conta bancária. Mas nunca receberam o cartão do banco porque a “ajuda” era entregue em casa. No mês passado, Kelriany conseguiu um emprego e, ao tentar abrir uma conta em banco, descobriu que ela e a irmã já tinham conta e eram funcionárias de Efraim, com salário de R$ 3.800.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - ATÉ QUANDO O POVO CONTINUARÁ PAGANDO SOLENEMENTE ESTES FANTASMAS E SEUS CRIADORES????

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CONGRE$$O SUBSERVIENTE - Governo comanda 88% das leis aprovadas

Governo comanda 88% das leis aprovadas. Estudo de pesquisadora para o Iuperj mostra que oposições só conseguiram relatar 12% dos projetos na Câmara durante os governos Fernando Henrique e Lula - Eduardo Militão - Quinta-Feira, 20 de Maio de 2010

As oposições no Brasil têm mesmo do que se queixar. Dissertação de mestrado que analisou a tramitação de propostas na Câmara durante os mandatos dos governos Fernando Henrique (PSDB) e Lula (PT) mostra que só 12% das relatorias dos projetos de lei apresentados foram relatados por parlamentares contrários ao ocupante do Palácio do Planalto.

Entretanto, mesmo sendo minorias, os opositores do Planalto sempre tiveram mais de 12% de assentos na Câmara nos últimos quatro mandatos presidenciais. A menor representação das oposições nesse período foi de 22%.

O estudo “O parlamento brasileiro, processo, produção e organização legislativa” foi apresentado por Ana Regina Amaral ao Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Ela analisou os 1.525 projetos de lei apresentados à Câmara entre fevereiro de 1995 e janeiro de 1996. Verificou que, depois de quase 15 anos de tramitação, em março de 2009, somente 436 tinham sido aprovados ou rejeitados.

Para esses projetos, foram designados 1.038 relatores nas comissões e no plenário durante todo o período. Isso porque uma mesma proposta recebe vários relatores durante sua tramitação.

A pesquisa descobriu que apenas 125 relatorias (12%) ficaram com as oposições. Para Ana Regina, o percentual destinado à oposição foi “extremamente pequeno”.

Oposição fica com menos relatorias no Congresso*

Relator


Relatorias




Base aliada


529


51%

Oposição


125


12%

Sem definição


384


37%

Total


1.038




*Só foram analisados as proposições do tipo projetos de lei – excluídas MPs, PEC, projetos de lei complementar e outras - apresentadas entre fevereiro de 95 a janeiro de 96. Consideraram-se as relatorias dos 436 projetos aprovados ou rejeitados até 30 de março de 2009. Fonte: Quadro feito a partir de dissertação de mestrado de Ana Regina Amaral.

Outros 51% das relatorias foram para a coalizão do governo da época, e 37%, para parlamentares independentes, que não eram da base aliada e nem se identificavam como opositores do Palácio do Planalto.

Representação maior

Apesar de ficar com apenas 12% das relatorias, no período analisado por Ana Regina, a oposição sempre teve um percentual maior de assentos na Câmara. É o que revelam dados da Secretaria Geral da Mesa levantados pelo Congresso em Foco, com base nos critérios adotados na dissertação.

Em fevereiro de 1995, no início do primeiro mandato do governo Fernando Henrique, a oposição tinha 22%. No segundo mandato tucano, os mesmos 22%. No primeiro governo Lula, 27% da Câmara eram formados pela dupla PSDB e PFL. No início do segundo mandato do PT, a oposição ao Planalto cerrou 25% das fileiras da Câmara.

Os critérios da dissertação consideram as posições dos partidos no início das legislaturas. Assim, o PPS é considerado base do governo Lula – o partido presidido por Roberto Freire só rompeu com o presidente depois. Da mesma forma, o PL – que emprestou o vice-presidente, José Alencar, na chapa de Lula em 2002 – não aparece como oposição a Fernando Henrique.

Desempenho

A pesquisa de Ana Regina observou em separado somente os 147 projetos aprovados no plenário e nas comissões. Verificou que a base aliada concentra as relatorias no tapete verde da Câmara e ali reduz ainda mais o trabalho dos opositores. Nas comissões, a oposição ficou com 39% das relatorias. No plenário, com 15%.

“Os dados sugerem que o Executivo tem um controle maior das matérias aprovadas em plenário, mas não tem o mesmo desempenho quando se trata das comissões”, afirma Ana Regina, na dissertação.

Fundamental

O papel do relator é fundamental na tramitação de um projeto. É ele quem tem a obrigação de estudar a proposta e fazer um parecer pela sua aprovação, aprovação parcial ou rejeição. Em um outro trabalho de mestrado para o Iuperj, a pesquisadora Márcia Rodrigues da Cruz analisou modificações em projetos de lei aprovados que tinham sido propostos pelo Executivo.

Veja a íntegra do trabalho de Márcia Rodrigues da Cruz

Ela se deteve sobre cinco propostas que foram alteradas por substitutivo na Câmara, receberam emendas no Senado, tramitaram com urgência e ainda sofreram veto parcial do presidente da República. Todos os textos aprovados na Câmara foram substitutivos feitos pelos relatores ou receberam emendas com pareceres favoráveis dos relatores.

Márcia lembra que, mesmo quando as emendas rejeitadas pelos relatores iam a votação por meio de destaques, elas não eram apoiadas pela maioria dos deputados.

“O relator é um ator decisivo quando falamos nas modificações dos textos originais”, diz a pesquisadora. “A palavra do relator tem grande peso na hora da votação final, na Câmara dos Deputados, das emendas apresentadas ao projeto de lei. As emendas que recebem pareceres favoráveis dos relatores tendem a serem aprovadas pelo plenário da Câmara dos Deputados, enquanto as que recebem pareceres contrários, a serem rejeitadas.”

A pesquisadora destaca que projetos importantes são sempre relatados por parlamentares da base aliada. “(...) principalmente quando estes relatores são nomeados em Plenário, pelo Presidente da Câmara dos Deputados (no caso das comissões, quem escolhe o relator é o presidente da comissão, que pode ser de um partido que não pertença à base do governo). A tendência destes relatores, realmente, é barrar as emendas que desfiguram o texto enviado pelo Executivo.”

Márcia lembra que o próprio sistema tende a favorecer a aprovação das emendas apoiadas pelo relator. Isso porque elas são votadas em globo junto com as emendas rejeitadas. Se um parlamentar quiser votar uma emenda rejeitada separadamente, vai ter que fazer um requerimento, que deverá ser aprovado. Caso o requerimento seja aprovado, o destaque do deputado costuma ser votado em globo também.

Há a possibilidade de a bancada do partido apresentar um requerimento, situação em que não há necessidade de votação no plenário. Mas existe um limite para a apresentação deste tipo de destaque, dependendo do tamanho da bancada.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA
- Subserviente é a qualidade daquele que presta serviço com demasiada submissão. Este é o Congresso Nacional preocupado mais em gastar o seu orçamento milionário em farras, privilégios, viagens, necessidades sem controle, pagamento de fantasmas e outros desperdícios. O Congresso não está nem aí para o trabalho para o qual é pago para fazer e representar. Não fiscaliza os atos do executivo e nem promove a segurança jurídica tão vital para a ordem pública e aplicação de direitos ao cidadão. Urge uma nova constituinte e um novo modelo político com apenas uma câmera legislativa, menor número de parlamentares, orçamento reduzido e leis rigorosas para impedir a corrupção e o abuso do dinheiro público. Se a sociedade continuar tolerando esta postura, estará pagando por serviços inúteis e sem resultados práticos, desperdiçando dinheiro que poderia ir para a educação, saúde e segurança. Todo poder emana do povo e o povo pode exigir um novo parlamento, mais probo e diligente com as questões da nação brasileira.

CONGRE$$O INOPERANTE - Governo comanda 88% das leis aprovadas

Governo comanda 88% das leis aprovadas. Estudo de pesquisadora para o Iuperj mostra que oposições só conseguiram relatar 12% dos projetos na Câmara durante os governos Fernando Henrique e Lula - Eduardo Militão - Quinta-Feira, 20 de Maio de 2010

As oposições no Brasil têm mesmo do que se queixar. Dissertação de mestrado que analisou a tramitação de propostas na Câmara durante os mandatos dos governos Fernando Henrique (PSDB) e Lula (PT) mostra que só 12% das relatorias dos projetos de lei apresentados foram relatados por parlamentares contrários ao ocupante do Palácio do Planalto.

Entretanto, mesmo sendo minorias, os opositores do Planalto sempre tiveram mais de 12% de assentos na Câmara nos últimos quatro mandatos presidenciais. A menor representação das oposições nesse período foi de 22%.

O estudo “O parlamento brasileiro, processo, produção e organização legislativa” foi apresentado por Ana Regina Amaral ao Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Ela analisou os 1.525 projetos de lei apresentados à Câmara entre fevereiro de 1995 e janeiro de 1996. Verificou que, depois de quase 15 anos de tramitação, em março de 2009, somente 436 tinham sido aprovados ou rejeitados.

Para esses projetos, foram designados 1.038 relatores nas comissões e no plenário durante todo o período. Isso porque uma mesma proposta recebe vários relatores durante sua tramitação.

A pesquisa descobriu que apenas 125 relatorias (12%) ficaram com as oposições. Para Ana Regina, o percentual destinado à oposição foi “extremamente pequeno”.

Oposição fica com menos relatorias no Congresso*

Relator


Relatorias




Base aliada


529


51%

Oposição


125


12%

Sem definição


384


37%

Total


1.038




*Só foram analisados as proposições do tipo projetos de lei – excluídas MPs, PEC, projetos de lei complementar e outras - apresentadas entre fevereiro de 95 a janeiro de 96. Consideraram-se as relatorias dos 436 projetos aprovados ou rejeitados até 30 de março de 2009. Fonte: Quadro feito a partir de dissertação de mestrado de Ana Regina Amaral.

Outros 51% das relatorias foram para a coalizão do governo da época, e 37%, para parlamentares independentes, que não eram da base aliada e nem se identificavam como opositores do Palácio do Planalto.

Representação maior

Apesar de ficar com apenas 12% das relatorias, no período analisado por Ana Regina, a oposição sempre teve um percentual maior de assentos na Câmara. É o que revelam dados da Secretaria Geral da Mesa levantados pelo Congresso em Foco, com base nos critérios adotados na dissertação.

Em fevereiro de 1995, no início do primeiro mandato do governo Fernando Henrique, a oposição tinha 22%. No segundo mandato tucano, os mesmos 22%. No primeiro governo Lula, 27% da Câmara eram formados pela dupla PSDB e PFL. No início do segundo mandato do PT, a oposição ao Planalto cerrou 25% das fileiras da Câmara.

Os critérios da dissertação consideram as posições dos partidos no início das legislaturas. Assim, o PPS é considerado base do governo Lula – o partido presidido por Roberto Freire só rompeu com o presidente depois. Da mesma forma, o PL – que emprestou o vice-presidente, José Alencar, na chapa de Lula em 2002 – não aparece como oposição a Fernando Henrique.

Desempenho

A pesquisa de Ana Regina observou em separado somente os 147 projetos aprovados no plenário e nas comissões. Verificou que a base aliada concentra as relatorias no tapete verde da Câmara e ali reduz ainda mais o trabalho dos opositores. Nas comissões, a oposição ficou com 39% das relatorias. No plenário, com 15%.

“Os dados sugerem que o Executivo tem um controle maior das matérias aprovadas em plenário, mas não tem o mesmo desempenho quando se trata das comissões”, afirma Ana Regina, na dissertação.

Fundamental

O papel do relator é fundamental na tramitação de um projeto. É ele quem tem a obrigação de estudar a proposta e fazer um parecer pela sua aprovação, aprovação parcial ou rejeição. Em um outro trabalho de mestrado para o Iuperj, a pesquisadora Márcia Rodrigues da Cruz analisou modificações em projetos de lei aprovados que tinham sido propostos pelo Executivo.

Veja a íntegra do trabalho de Márcia Rodrigues da Cruz

Ela se deteve sobre cinco propostas que foram alteradas por substitutivo na Câmara, receberam emendas no Senado, tramitaram com urgência e ainda sofreram veto parcial do presidente da República. Todos os textos aprovados na Câmara foram substitutivos feitos pelos relatores ou receberam emendas com pareceres favoráveis dos relatores.

Márcia lembra que, mesmo quando as emendas rejeitadas pelos relatores iam a votação por meio de destaques, elas não eram apoiadas pela maioria dos deputados.

“O relator é um ator decisivo quando falamos nas modificações dos textos originais”, diz a pesquisadora. “A palavra do relator tem grande peso na hora da votação final, na Câmara dos Deputados, das emendas apresentadas ao projeto de lei. As emendas que recebem pareceres favoráveis dos relatores tendem a serem aprovadas pelo plenário da Câmara dos Deputados, enquanto as que recebem pareceres contrários, a serem rejeitadas.”

A pesquisadora destaca que projetos importantes são sempre relatados por parlamentares da base aliada. “(...) principalmente quando estes relatores são nomeados em Plenário, pelo Presidente da Câmara dos Deputados (no caso das comissões, quem escolhe o relator é o presidente da comissão, que pode ser de um partido que não pertença à base do governo). A tendência destes relatores, realmente, é barrar as emendas que desfiguram o texto enviado pelo Executivo.”

Márcia lembra que o próprio sistema tende a favorecer a aprovação das emendas apoiadas pelo relator. Isso porque elas são votadas em globo junto com as emendas rejeitadas. Se um parlamentar quiser votar uma emenda rejeitada separadamente, vai ter que fazer um requerimento, que deverá ser aprovado. Caso o requerimento seja aprovado, o destaque do deputado costuma ser votado em globo também.

Há a possibilidade de a bancada do partido apresentar um requerimento, situação em que não há necessidade de votação no plenário. Mas existe um limite para a apresentação deste tipo de destaque, dependendo do tamanho da bancada.

domingo, 16 de maio de 2010

EM BUSCA DO VOTO. Tecnologia desafia candidatos

EM BUSCA DO VOTO. Tecnologia desafia candidatos. Ferramentas de marketing eleitoral vão marcar campanha, mas mau uso pode provocar derrapagens e irritar os eleitores - PAULO GERMANO - ZERO HORA, 16/05/2010

Imagine um candidato atrás de você. Sedento por votos, ele envia um torpedo para o seu celular, depois aparece no e-mail, procura você no Orkut, surge também no Twitter e outra vez no Facebook. Então toca o telefone de casa, lá vai você atendê-lo e, surpresa: é ele de novo. Parece irritante? Depende.

Uma pilha de ferramentas para inflar o marketing político desembarca nessa campanha com força inédita no Brasil. Além de sites de relacionamento, mensagens para celular e outros instrumentos tecnológicos serão o diferencial da disputa que começa em julho.

Dois desafios já se impõem aos coordenadores de campanha: não importunar o eleitor – o que representaria um tiro no pé – e usar com inteligência o leque de opções para conquistá-lo. E aí a campanha de Barack Obama, vencedor da eleição presidencial americana de 2008, invariavelmente se impõe como inspiração.

– Quando Obama anunciou por mensagem de celular quem seria seu vice (Joe Biden), toda a militância ficou sabendo antes da imprensa. Esse é o segredo: produzir conteúdo atrativo para que todos queiram recebê-lo – diz o cientista político Henrique Carlos de Castro.

Embora as equipes evitem divulgar suas estratégias, fica evidente que os principais candidatos pretendem investir nos condões da tecnologia. O publicitário Fábio Bernardi acredita que, para uma candidatura a governador decolar na internet, é necessário, pelo menos, R$ 1 milhão. No caso de um aspirante à Presidência, R$ 8 milhões, no mínimo.

– Pensava-se que a internet poderia baratear alguma coisa. Muito pelo contrário: precisa-se de uma equipe atuando o dia inteiro, estrutura física razoável, boa produção de vídeos, alta segurança contra hackers, servidores de grande capacidade e banda larga – contabiliza Bernardi.

Segundo o sociólogo Marcello Barra, da Universidade de Brasília (UnB), a TV ainda é o mais poderoso instrumento. Afinal, apenas 23,8% da população conta com computador em casa, enquanto 95% têm TV, segundo dados do IBGE de 2008. Mas Barra diz que as mensagens de celular poderiam até interferir no resultado da eleição, uma vez que há hoje no país quase uma linha móvel por habitante:

– Mas é difícil que isso ocorra, ainda é muito caro para dar certo.