VOTO ZERO significa não votar em fichas-sujas; omissos; corruptos; corruptores; farristas com dinheiro público; demagogos; dissimulados; ímprobos; gazeteiros; submissos às lideranças; vendedores de votos; corporativistas; nepotistas; benevolentes com as ilicitudes; condescendentes com a bandidagem; promotores da insegurança jurídica e coniventes com o descalabro da justiça criminal, que desvalorizam os policiais, aceitam a morosidade da justiça, criam leis permissivas; enfraquecem as leis e a justiça, traem seus eleitores; não representam o povo e se lixam para a população.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A HORA DA VERDADE



ZERO HORA 23 de fevereiro de 2015 | N° 18082


EDITORIAL


O Brasil é maior do que os seus problemas, mas só conseguirá resolvê-los se as lideranças representativas da sociedade cumprirem efetivamente suas atribuições.


Passado o Carnaval e o recesso parlamentar (de 11 dias, ao custo de R$ 6,8 milhões para os contribuintes), o país depara-se nesta segunda-feira com os seus grandes desafios: um ajuste fiscal urgente, que o governo terá de implementar com firmeza e o Congresso terá de avaliar com independência e responsabilidade; um escândalo de corrupção sem fim, que revelou a apropriação indébita da Petrobras, levou corruptos e corruptores à cadeia, mas ainda não chegou nos agentes políticos articuladores do esquema; uma economia vacilante, que precisa ser reativada mesmo com o peso da inflação e dos preços extorsivos; e um governo central fragilizado, que tarda em reagir à crescente insatisfação popular.

Já se disse aqui que o Brasil é maior do que os seus problemas, mas todos sabemos que só conseguirá resolvê-los se as lideranças representativas da sociedade cumprirem efetivamente suas atribuições. Somos todos, como cidadãos e eleitores, responsáveis pelos políticos e governantes que nos representam, pois eles foram escolhidos pelo nosso voto – ou pela nossa omissão, já que quem opta por não votar acaba autorizando tacitamente a que outros escolham em seu nome. Talvez não possamos, como indivíduos, tomar o lugar de nossos governantes, parlamentares e juízes para decidir de acordo com o que pensamos. Mas podemos fiscalizá-los, acompanhar seus atos e manifestar nossa vontade coletiva de que decidam o melhor para o país.

O Legislativo é o poder mais próximo do povo. É para o Congresso que se voltam os olhos da nação no momento em que o Executivo hesita e o Judiciário enfrenta resistências políticas para punir a corrupção. Para esta semana está programada a instalação da CPI da Petrobras, que só terá sentido se não se transformar em entrave para desviar a atenção das investigações que a Polícia Federal e o Ministério Público vêm fazendo de forma satisfatória e competente.

O país começa, nesta semana pós-Carnaval, a enfrentar a sua realidade – desanimadora para os pessimistas, desafiadora para todos, mas sem margem para fugas e fantasias. A hora da verdade chegou para os brasileiros.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

BLOQUEADOS BENS DE AGNELO QUEIROZ, EX-GOVERNADOR DO DF


REVISTA ÉPOCA  20/02/2015 18h54


Justiça determina o bloqueio dos bens de Agnelo Queiroz. Ex-governador do Distrito Federal é acusado de irregularidade em reforma de autódromo e na contratação da Fórmula Indy

REDAÇÃO ÉPOCA


Agnelo Queiróz (Foto: Wilson Dias/ABr)

A Justiça do Distrito Federal determinou na tarde desta sexta-feira (20) o bloqueio dos bens do ex-governador Agnelo Queiroz, do PT, e de mais cinco pessoas. Segundo a decisão, serão bloqueados todos os bens dos réus até um limite de R$ 37,2 milhões, somado entre os seis.

O Ministério Público acusa Agnelo pela irregularidade no contrato de transmissão da Fórmula Indy. Segundo a denúncia, Agnelo fechou um contrato com a empresa transmissora do evento esportivo em março de 2014. A acordo, no entanto, foi assinado sem a presença de testemunhas e nunca foi publicado no Diário Oficial, o que, para a promotoria, é um indício de irregularidade.

Além disso, o governo do Distrito Federal fechou um convênio para transferir recursos da Terracap para a Novacap. As duas empresas são públicas e controladas pelo DF. Com o convênio, a Novacap lançou um edital para contratar uma empresa para reformar o autódromo Nelson Piquet. Esse processo de licitação está sob suspeita de superfaturamento de R$ 35 milhões.

Ao portal G1, a defesa de Agnelo Queiroz disse que o ex-governador ainda não foi notificado e que, assim que tomar conhecimento do teor da decisão, deverá recorrer.

Além de Agnelo, a Justiça bloqueou os bens de Maruska Lima de Sousa Holanda, ex-presidente da Terracap; André Duda, ex-secretário de publicidade institucional do GDF; Jorge Antônio Ferreira Braga, ex-diretor financeiro da Terracap; Sandoval Santos, ex-chefe da assessoria de comunicação da Terracap; e Deni Augusto Pereira, ex-advogado-geral da Terracap.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O PMDB REINA NO BRASIL


REVISTA ISTO É N° Edição: 2360 20.Fev.15 - 20:00


 



Carlos José Marques, diretor editorial



Pelos projetos em andamento, pelo monopólio da pauta política, pelas deliberações de cargos nas principais comissões e nos órgãos públicos, quem vem mandando muito no Brasil é o PMDB. E o deputado Eduardo Cunha está, indiscutivelmente, no controle, com demonstrações diárias de sua força. De uma só sentada nos últimos dias ele aprovou o orçamento impositivo, colocou a reforma política nas mãos da oposição (com o DEM no comando) e convocou, de quebra, os 39 ministros para dar explicações. Inclusive com ameaça: quem não for poderá ser intimado a comparecer mesmo a contragosto. Incorporando poderes tal qual um primeiro-ministro de regime parlamentarista, tenta relegar a presidente Dilma à condição de soberana que não governa. Faz isso sutilmente e de maneira calculada, impondo seu estilo. Suprema provocação! Ou seria retaliação?

Até as pedras sabem que Cunha não engoliu as manobras de Dilma para evitar que ele assumisse a direção da Casa. E seu contra-ataque está sendo sistemático, dentro de uma linha inapelavelmente hostil ao Planalto. Articulou para que um simpatizante do senador tucano Aécio Neves assumisse a liderança do seu partido e negocia agora com ele temas duros contra a presidente e o PT. O novo líder peemedebista, o deputado carioca Leonardo Picciani, nos passos e modelo de Cunha, anunciou que terá como prioridades a CPI da Petrobras e a reforma política. Picciani, que fez campanha para Aécio Neves à Presidência do Brasil, desponta como promissora liderança no arco de soldados de Cunha.

No Rio foi um dos idealizadores do movimento “Aezão” e, ao lado de outros peemedebistas insatisfeitos com o governo, deve trabalhar com Cunha por uma maior independência do partido em relação ao Planalto. De uma maneira ou de outra, em várias esferas, seu partido parece hegemônico, levando todas e fazendo “barba, cabelo e bigode” no que se refere a postos-chave. Além de conquistar a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado – e também a vice-presidência da República –, o PMDB conta hoje com o maior número de prefeitos e uma bancada de parlamentares quase equivalente à do próprio PT.

Poucas vezes exibiu tanta robustez e influência sobre os desígnios nacionais. E poucas vezes se viu uma agremiação usar tamanho poderio para estabelecer uma clara distância entre Legislativo e Executivo. Nesse ambiente, o presidencialismo de coalizão sonhado por Dilma pode estar com os seus dias contados.

O VICE COMPLICADO

REVISTA ISTO É N° Edição: 2360 | 20.Fev.15


Novo número 2 da Câmara, o deputado Wilson Maranhão responde a inquéritos no STF por ocultação de bens e lavagem de dinheiro


Izabelle Torres



O deputado Waldir Maranhão (PP-MA) era um parlamentar sem muita visibilidade em Brasília e com atuação discreta na área de educação. No domingo 1º, entretanto, ele se elegeu para o segundo cargo mais importante da Casa, o de vice-presidente da Câmara. Além do prestígio adquirido e da possibilidade de influenciar diretamente em decisões políticas importantes, Maranhão atrai para si também as atenções sobre sua conduta e seu passado. O cenário não é dos mais favoráveis. O vice-presidente é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), ambos por suposta prática de crimes de ocultação de bens e participação no esquema de lavagem de dinheiro. ISTOÉ teve acesso aos processos, que narram as possíveis relações do parlamentar com o doleiro Fayed Traboulsi, preso no final de 2013 sob suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensão que teria movimentado R$ 300 milhões em um ano e meio. O processo de Fayed tramitava na vara criminal de Brasília e possui mais de mil páginas. Entre sigilos fiscais e telefônicos quebrados pela Justiça de primeira instância, constam ligações e conversas com Waldir Maranhão. As provas colhidas contra o doleiro na Operação Miqueias, da Polícia Federal, agora fazem parte dos inquéritos que investigam o parlamentar.


NOVO ANDRÉ VARGAS?
STF investiga as relações do parlamentar com o doleiro
Fayed Traboulsi, preso no final de 2013

Uma das principais linhas de apuração é a possível relação do atual vice-presidente com empresas fantasmas sediadas no Maranhão e que abasteciam o esquema de lavagem de dinheiro capitaneado pelo doleiro. A quadrilha de Fayed também operava desviando recursos de fundos de pensão nos Estados e municípios. A defesa do parlamentar pediu que o STF mantivesse os processos em sigilo, mas apenas dados fiscais e contábeis dos investigados e das empresas citadas fazem parte dos anexos em segredo de Justiça. Os desdobramentos do caso representam uma preocupação real para o número 2 da Câmara. A visibilidade do cargo arrastou o ex-deputado André Vargas (sem partido- PR) para um escândalo de corrupção sob acusação também de relações com um doleiro, Alberto Youssef. Apesar dos precedentes, Maranhão afirma que nada teme. “Estou absolutamente tranquilo. É muito importante que qualquer dúvida sobre a conduta de um homem público seja esclarecida. O meu desejo é que a verdade prevaleça”, jura ele.

Foto: Joka Madruga/APP – Sindicato

GOVERNADOR ENCURRALADO

REVISTA ISTO É N° Edição: 2360 | 20.Fev.15 -


Manifestações populares no Paraná ganham força e obrigam Beto Richa a recuar em pacote de austeridade


Ludmilla Amaral







O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), sentiu na pele, nos últimos dias, o mesmo que a presidente Dilma Rousseff (PT) poderá vir a enfrentar no plano nacional. Por motivos idênticos. Para tentar resolver o rombo nas contas do Estado, situação que ele legou a si mesmo, o governador reeleito encaminhou à Assembleia Legislativa do Paraná um “pacotaço” que previa, entre outras medidas, alterações na previdência estadual, cortes de benefícios do funcionalismo, além de modificações nas regras de licenciatura dos professores da rede pública. O conjunto de iniciativas de austeridade provocou a ira da população.

Na quinta-feira 12, dia da votação das propostas, cerca de oito mil manifestantes, entre estudantes, servidores e professores públicos, cercaram a Assembléia em protesto. Os deputados só conseguiram entrar no plenário escoltados pela tropa de choque da Policia Militar. A entrada dos parlamentares indignou os manifestantes, que entraram em confronto com os policiais. A polícia usou balas de borracha, gás de pimenta e bombas de efeito moral para tentar dispersá-los. Mesmo assim, a multidão conseguiu entrar no local onde os deputados se reuniam. Com o avanço dos manifestantes, a sessão de votação foi cancelada.

Diante da intensa pressão, Richa capitulou e orientou pela retirada dos projetos da pauta. Os servidores da área da Educação, no entanto, permanecem numa greve que já dura duas semanas. Depois do Carnaval, os funcionários do departamento de trânsito também resolveram paralisar suas atividades. A fase do governador do PSDB realmente não é boa. Pelas redes sociais, ele foi alvo de uma crítica doméstica. Partiu do cunhado Avelino Antônio Vieira Neto. “Qualquer pessoa de bem tem de criticar quando as coisas poderiam ser diferentes. Também não concordo com o que está acontecendo.”

SERVIDORES PROMETEM RESPOSTA FORTE EM CASO DE ATRASOS

CORREIO DO POVO 21/02/2015

Servidores públicos prometem resposta forte a Sartori em caso de atrasos. Presidente da Federação destacou que funcionários não irão admitir demora nos repasses



Servidores públicos prometem resposta forte a Sartori em caso de atrasos | Foto: Karine Viana / Palácio Piratini / CP


Lucas Rivas



A Federação Sindical dos Servidores públicos do Estado recebeu com perplexidade a possibilidade do Piratini atrasar o pagamento do funcionalismo caso a crise econômica no Estado não seja amenizada. Conforme o presidente da entidade, Sérgio Arnot, a categoria não vai admitir os atrasos e promete duras respostas ao governo de José Ivo Sartori caso ocorra a demora nos repasses.

"Nós recebemos com perplexidade esta declaração. Não admitimos atraso de salários e nem os servidores. Vamos lutar até o fim para que isso não aconteça. Vamos dar uma resposta muito forte ao governo do Estado", disse Arnot em entrevista à Rádio Guaíba neste sábado. Atualmente, o quadro é composto por mais de 300 mil servidores na ativa.

A possibilidade de atrasos foi revelada por Sartori nessa sexta-feira, durante um encontro com a imprensa. A Secretaria da Fazenda ratificou a informação e advertiu que os atrasos podem ocorrer se nos próximos 90 dias se o cenário financeiro do Rio Grande do Sul não apresentar melhoras.

Sartori informou que pode buscar apoio da União para enfrentar a crise no Estado. Ainda conforme a Fazenda, o Estado contabiliza um rombo de quase R$ 5,5 bilhões.

Estratégia sem apoio

A estratégia do quanto pior, melhor, que pode ser colocada em prática pelo Executivo, não agrada majoritariamente a lideranças do PMDB, partido do governador José Ivo Sartori, tampouco à integralidade dos aliados. Uma das avaliações é de que o governo não conseguirá se recuperar do desgaste político gerado por algumas medidas em análise. Entre elas está a possibilidade de atraso no pagamento dos salários do funcionalismo público.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

DINHEIRO PELO RALO COM ALUGUEL DO DETRAN




ZERO HORA 19 de fevereiro de 2015 | N° 18078



POLÍTICA + | Juliano Rodrigues




Começará pelo prédio alugado para o Detran na Avenida Júlio de Castilhos a contenção de gastos pretendida pelo governo com a locação de imóveis por parte do Estado. O aluguel de sete andares no Cosmopolitan Center, durante o governo Tarso Genro, tornou-se símbolo do uso irracional de espaço e dinheiro público. O contrato de locação é o mais caro para os cofres públicos entre todos os firmados e já custou quase R$ 5 milhões desde maio de 2013, sem que a totalidade do espaço tenha sido aproveitada.

Por incrível que pareça, quase dois anos após o início da vigência do contrato, ainda há quatro andares desocupados. Em janeiro de 2014, reportagem de Carlos Rollsing revelou em ZH os gastos da autarquia com o espaço ocioso. Na época, a direção do órgão prometia ocupar ao menos cinco dos sete pavimentos contratados até a metade daquele ano, o que não ocorreu.

A Secretaria de Modernização Administrativa e Recursos Humanos, que realiza um pente-fino nos contratos de locação firmados pelo Estado, decidiu devolver dois pavimentos ao proprietário, o que representará economia no aluguel de R$ 194 mil mensais.

O Detran instalou parte dos servidores nos outros três andares, enquanto dois pavimentos ainda são preparados para receber as divisões de Infração, Educação para o Trânsito, Protocolo e a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari).

A equipe designada pela secretaria para fazer uma análise minuciosa dos contratos pretende racionalizar o uso das estruturas utilizadas pelo poder público. Prédios que hoje abrigam apenas um órgão ou secretaria poderão ser devolvidos para os proprietários e as equipes de trabalho removidas para outros locais. Também estão sob análise os valores dos contratos. O Estado tentará reduzir o preço de alguns aluguéis considerados fora da realidade do mercado.



ZERO HORA 23/01/2014 | 06h14


Detran aluga sete andares de prédio em Porto Alegre, mas só ocupa um
Para locar imovel comercial em Porto Alegre, órgão já gastou R$ 1,5 milhão desde maio de 2013


por Carlos Rollsing, Cleidi Pereira e Juliana Bublitz




No ano em que aumentou a arrecadação cobrando taxas mais altas dos proprietários de veículos, o Detran gastou R$ 1,5 milhão para alugar parte de um imóvel comercial em Porto Alegre.

Só que, desde que o contrato foi firmado em maio de 2013, apenas um dos sete andares locados pelo órgão foi ocupado por servidores da autarquia — os demais seguem em desuso.


Localizado na Rua Júlio de Castilhos, nº 505, o Edifício Cosmopolitan Center deveria receber funcionários da autarquia que hoje estão divididos em outros prédios, entre eles o da Secretaria Estadual da Segurança, também no Centro.

A súmula do contrato de locação foi publicada no Diário Oficial do Estado em 8 de janeiro de 2013. No documento, são listados seis pavimentos (o segundo, o terceiro e do 14º ao 17º) e os valores mensais de cada um — de R$ 20 mil a R$ 35 mil. Em 23 de agosto, um termo aditivo incluiu mais um andar (o 13º), a um custo de R$ 28 mil ao mês.

Os pagamentos passaram a ser feitos em maio, segundo o Portal da Transparência do Estado. Ao todo, foram gastos mais de R$ 1 milhão só em aluguel até este mês. Com condomínio, o Estado desembolsou mais R$ 467,4 mil no período.

De acordo com os porteiros do Cosmopolitan, cujo acesso é restrito, o Detran utiliza apenas o 17º andar. A área de 685 metros quadrados abriga parte da divisão de informática. Como não oferece atendimento externo, ZH não pôde entrar no local. Outros andares são ocupados por empresas privadas e, no térreo, por uma agência do Banrisul.

O aluguel do 17º andar, conforme o contrato, é de R$ 27 mil mensais, o que implicaria um gasto de não mais de R$ 243 mil de maio de 2013 a janeiro deste ano — 22,2% do que já foi pago com locação.

Procurada por ZH, a presidente do Sindicato dos Servidores do Detran (Sindet), Maria Goreti Alves da Costa, afirma que as condições de trabalho no órgão são péssimas e tendem a piorar à medida que novos concursados começam a chegar:

— É bastante contraditório. Estão pagando aluguel por uma estrutura que ainda está desocupada, mas os servidores estão trabalhando em situação precária, amontoados.

A luta por uma sede própria, segundo ela, é antiga. Maria Goreti afirma que, se a estrutura fosse centralizada, facilitaria o trabalho dos técnicos e o acesso do público.

Presidente promete mudança em março

Presidente do Detran, Leonardo Kauer assegura que cinco dos sete andares locados no Cosmopolitan serão ocupados por parte dos funcionários do Detran até o final de março, quando estarão concluídas reformas no piso, divisórias e cabeamento.

A ocupação do 2º e do 3º andares demorará ainda mais tempo devido a necessidade de contratar, por licitação, uma obra de engenharia.

— Infelizmente, a máquina pública tem as suas burocracias. Certamente, os servidores estarão muito bem acomodados até o final de março — garante Kauer.

Parte dos funcionários do Detran será realocada no Cosmopolitan porque em dois antigos espaços do departamento está sendo construída a Central de Controle e Monitoramento da Copa. Com isso, remanejamentos forçaram mais funcionários a dividirem o mesmo local.

Para evitar aglomerações, a direção do órgão informa que determinou provisoriamente a divisão do pessoal em dois grupos, que se revezam em turnos de seis horas. Assim, não ocupam o lugar simultaneamente.