
Municípios terão redução de R$ 9 bi nas suas receitas.
Enquanto a propaganda eleitoral oferece aos cidadãos as mais fantásticas promessas, que vão desde a federalização dos salários dos professores municipais, delegacias de polícia em profusão, e até uma enxurrada de creches gratuitas, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, revelou ontem a realidade para os prefeitos que governarão a partir de 2013: a redução da receita municipal, que deve chegar a R$ 9 bilhões este ano e afetar os futuros governos. Paulo Ziulkoski deu os números sem maquiagem: "O rombo total deve ser de R$ 24,8 bilhões, que é 6,8% da receita de R$ 364 bilhões do previsto para os municípios". Pelo telefone, o colunista perguntou ontem à noite ao dirigente municipalista quais as causas desta queda nas receitas dos municípios. Ziulkoski esclareceu que a fraca atividade econômica, a política de desoneração de impostos e o não pagamento de restos a pagar que a União deve aos municípios piorou ainda mais a situação. "Só este estoque de restos a pagar soma R$ 18,7 bilhões, sendo que R$ 7,5 bilhões se referem a projetos em execução que ainda não foram pagos", esclareceu.
Fechando as contas
Há um sério risco de que as conta das prefeituras não "fechem" este ano: "A reestimativa de receita do FPM deste ano indica redução real de 1% - em relação a 2011. O que pode complicar muito o fechamento de contas no final deste exercício", adiantou Ziulkoski.
Mundo real
Alguém precisa dizer a alguns candidatos a prefeituras que não está em disputa o cargo de presidente da República. Os cargos executivos desta eleição serão os de prefeito e vice.
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