
R$ 80 MILHÕES EM 2010. Cartão corporativo tem gasto recorde - ZERO HORA 21/02/2011
Polêmicos desde 2007, quando vieram à tona despesas irregulares, os cartões corporativos atingiram gasto recorde de R$ 80 milhões em 2010. O valor representa R$ 15,5 milhões a mais do que o registrado no ano anterior – aumento de 24% que já chama a atenção da oposição.
Ontem, após os dados serem divulgados pela ONG Contas Abertas, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), afirmou que enviará requerimentos aos 37 ministros e à Presidência pedindo esclarecimentos. O cartão é destinado aos pagamentos de rotina de autoridades em gastos considerados emergenciais ou essenciais.
De acordo com o levantamento, o Ministério do Planejamento responde por 83% do aumento de R$ 15,5 milhões. A maior parte dos recursos foi utilizada por agentes do IBGE que participaram do recenseamento demográfico e custearam gastos de transporte, hospedagem e fizeram saques de dinheiro.
No total, o Planejamento gastou R$ 19,3 milhões, primeiro no ranking de despesas. Em seguida, aparece a Presidência, cujas faturas atingiram R$ 18,9 milhões. O principal responsável pelo aumento na Presidência foi a Abin, que elevou em 66% os gastos. O motivo do aumento, porém, não é divulgado por se tratar de “informações protegidas por sigilo, para garantia da segurança da sociedade e do Estado”.
Para o Planejamento e a CGU, o aumento de gastos é entendido como normal em razão do recenseamento.
Ministérios envolvidos na polêmica dos gastos têm reduzido despesas
- Igualdade Racial – Em 2008, o desgaste provocado pela denúncia de irregularidades nos cartões derrubou a ministra Matilde Ribeiro. Em 2007, os gastos da pasta chegaram a R$ 182 mil. Em 2008, a despesa caiu para R$ 35,2 mil e, em 2010, para R$ 5,3 mil.
- Esporte – Em 2007, o ministro Orlando Silva entrou na polêmica por ter usado o cartão para pagar uma tapioca. Em 2007, os desembolsos do ministério chegaram a R$ 37,2 mil. No ano seguinte, caíram para R$ 15 mil e, no ano passado, somaram apenas R$ 2,5 mil.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Neste caso, qual é o papel do Tribunal de Contas da União e o dever do Ministério Público da União? O destino destes gastos com dinheiro público não deveria ser público e transparente?
Com um povo adormecido, instrumentos amordaçados, sem fiscalização e uma justiça cega, morosa e benevolente, o erário fica a mercê e ilimitado para uso e abuso de uma elite aristocrática que vem governando a muito tempo o Brasil, plena de privilégios, farras, interesses, enriquecimento, desvios de finalidade, entre outros negócios.

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