VOTO ZERO significa não votar em fichas-sujas; omissos; corruptos; corruptores; farristas com dinheiro público; demagogos; dissimulados; ímprobos; gazeteiros; submissos às lideranças; vendedores de votos; corporativistas; nepotistas; benevolentes com as ilicitudes; condescendentes com a bandidagem; promotores da insegurança jurídica e coniventes com o descalabro da justiça criminal, que desvalorizam os policiais, aceitam a morosidade da justiça, criam leis permissivas; enfraquecem as leis e a justiça, traem seus eleitores; não representam o povo e se lixam para a população.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

COM A BOLSA NA MÃO



ZERO HORA 14 de outubro de 2013 | N° 17583

EDITORIAIS


Mais de 2 mil políticos eleitos no ano passado, muitos dos quais empossados como prefeitos e vereadores, foram flagrados pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) como beneficiários do programa Bolsa Família no primeiro semestre do ano. Depois de fazer o cruzamento dos dados da folha de pagamento do programa com a base de informações das eleições municipais fornecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, o governo constatou as irregularidades e suspendeu o pagamento dos benefícios. Mais: determinou o ressarcimento do dinheiro recebido indevidamente pelos beneficiários eleitos. A regra é clara: de acordo com o artigo 25 do decreto que regulamenta o Bolsa Família , o beneficiário perde o direito ao recebimento quando ocorre posse em cargo eletivo remunerado, de qualquer uma das três esferas de governo. Muitos políticos, porém, simplesmente ignoraram a norma e continuaram recebendo o auxílio social mesmo depois que a renda familiar elevou-se consideravelmente com os vencimentos correspondentes ao cargo público.

Até pode haver algum caso de desconhecimento, considerando-se a precariedade de algumas administrações municipais e parlamentos em regiões mais remotas do país. Mas a maioria dos casos resulta da falsa esperteza de quem se acha no direito de se apropriar de dinheiro público. O episódio contribui para o descrédito da classe política, mas também evidencia a dificuldade dos administradores do programa em manter um controle rígido dos benefícios, para que espertalhões não comprometam um sistema que favorece tanta gente necessitada. Os políticos flagrados com a mão na bolsa deveriam não apenas devolver o que receberam irregularmente, mas também ser submetidos a processo de revisão de seus mandatos.

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