Marcio Atz
Foi com tristeza, mas não surpresa, que li a entrevista da antropóloga Daniela Knauth na edição de 23/6/2014 do Jornal do Comércio, com o título Interferência religiosa limita direitos de minorias. Uma grande parcela de nossa academia pauta suas premissas de raciocínio por um niilismo que beira o fanatismo, ou seja, os valores sociais, éticos, morais, bem como as instituições e os padrões que têm regido o convívio até então, simplesmente devem ser descartados, não servem.
São todos sistematicamente categorizados com rótulos de reacionários, conservadores etc. Mesmo que não reste sequer um dispositivo no ordenamento jurídico que ofereça vantagem de um gênero sobre outro, isto não basta, é preciso ‘empoderar’ as causas de minorias, ou seja, transformá-las em uma pequena mas superclasse de cidadãos com benefícios especiais sobre os demais? Índios, quilombolas, LGBTs, MSTs e assim vai.. O pensamento que norteia hoje grande parte de nosso meio intelectual foi pautado em ideias e conteúdo por intelectuais como Saul Alinsky, Margaret Sanger, Herbert Marcuse, Bill Ayers, que pregavam coisas como “mudança é desorganizar o que está organizado e criar em cima uma nova organização”. O problema é que eles nunca estão por perto para ver os efeitos de suas pregações e abstrações inconsequentes.
O Brasil, e o Ocidente como um todo, está perdendo para o Oriente em quesitos como educação, competitividade, empreendedorismo e tantas outras áreas. Certamente teríamos muito mais a ganhar estudando o quanto estamos perdendo com a crescente destruição de valores éticos e morais e não o quão descolado intelectualmente é pregar a sistemática destruição da moral, ética, família e valores tradicionais. Pregar progressivismo sem compromisso com resultados é fácil, difícil é encontrar quem pague a conta do custo para reencontrar o caminho do crescimento no futuro.
Administrador de empresas
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